Cerca de 1.400 prisioneiros palestinos entrarão em greve de fome

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Manifestantes árabes-israelenses erguem cartazes mostrando 6 prisioneiros palestinos que escaparam da prisão Gilboa, em Israel, enquanto se manifestam para apoiá-los na cidade de Nazaré, no norte de Israel, em 11 de setembro de 2021 (AFP/Ahmad GHARABLI)

Quase 1.400 prisioneiros palestinos planejam fazer uma greve de fome para denunciar suas condições de detenção em Israel, informou a Autoridade Palestina nesta terça-feira (14).

A tensão nas prisões israelenses, que mantêm mais de 4.000 prisioneiros palestinos, vem aumentando desde a semana passada, quando seis membros de grupos armados palestinos escaparam da penitenciária de alta segurança de Gilboa (norte) por um túnel.

A tensão explodiu depois da transferência de centenas de detentos, quando pertences pessoais foram confiscados, segundo o Clube de Prisioneiros Palestinos. Alguns presidiários atearam fogo em suas celas.

"A situação dentro das prisões é terrível, o que levou os prisioneiros a uma greve de fome", disse à AFP Qadri Abu Bakr, presidente da comissão encarregada dos prisioneiros, órgão da Autoridade Palestina.

Segundo ele, 1.380 presos entrarão em greve a partir de sexta-feira e outros na próxima semana.

A Cruz Vermelha anunciou nesta terça-feira que os israelenses decidiram retomar as visitas aos detentos depois de cancelá-las na semana passada.

Quatro dos seis palestinos fugitivos, presos por ataques contra Israel, foram capturados no final da semana passada no norte do Estado hebreu.

Qadri disse nesta terça-feira que nem seus advogados nem a Cruz Vermelha puderam visitá-los.

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