Cerca de 200 parentes das vítimas do massacre de Christchurch vão a Meca

Peregrinos muçulmanos ao redor da Caaba, o local mais santo para os seguidores do islã localizado na de Grande Mesquita em Meca, na Arábia Saudita, em 8 de agosto de 2019

Cerca de 200 familiares das vítimas do atentado de março contra duas mesquitas na cidade de Christchurch, em Nova Zelândia, participaram este ano na peregrinação anual a Meca, na Arábia Saudita, para "rezar pelos mártires".

"Quero que o mundo saiba quem era Atta Elayyan", disse emocionada Farah Talal, de 27 años, vestindo uma túnica e um lenço branco na cabeça.

Seu marido, Atta Elayyan, estava entre as 51 pessoas que morreram no massacre cometido por um supremacista branco em Christchurch em 15 de março durante a oração da sexta-feira, um ataque condenado em todo o mundo.

"Era uma pessoa amável e formidável, eu quero prestar homenagem", disse a mulher de origem jordaniana, convidada pelo rei Salman da Arábia Saudita a cumprir o Hajj, a grande peregrinação anual, ao lado de outros 200 parentes e vítimas do atentado.

A iniciativa, acompanhada de uma campanha de comunicação saudita, tem o objetivo de aliviar o sofrimento" no âmbito dos "esforços do reino para lidar com o terrorismo".

No desembarque no aeroporto de Yeda, no dia 2 de agosto, o grupo foi recebido com todas as honras.

O Hajj, a principal data do calendário muçulmano, começou na sexta-feira e durante cinco dias vai reunir mais de dois milhões de muçulmanos de todo o mundo.