Cerca de 6 mil pessoas são dispersadas em eventos irregulares durante o Natal em SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 6.000 pessoas foram dispersadas de festas e eventos clandestinos, ocorridos em bares e casas de shows da capital paulista entre os dias 25 e 27, quando o estado entrou novamente na fase vermelha do Plano São Paulo, como medida de prevenção a eventuais contaminações pela Covid-19 no Natal. A medida será colocada em prática novamente entre os dias 1ª e 3 de janeiro de 2021, por causa do Ano-Novo. Segundo a Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), na sexta-feira (25) fiscais dispersaram, com apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e Polícia Militar, aproximadamente 2.800 pessoas em três estabelecimentos, sendo uma casa de shows na Vila Olímpia, e outras duas no Butantã, todas na zona oeste da cidade. Os três locais foram interditados. Ainda na sexta, já na zona norte, cerca de 200 pessoas estavam em um bar, na Vila Guilherme, que também foi autuado por aglomerar pessoas. Entre sábado (26) e domingo (27), mais cerca de 3.000 pessoas foram dispersadas, ainda segundo a prefeitura, de três bares na zona norte e de um baile funk, em Cidade Tiradentes (zona leste). No sábado (26), uma equipe de Vigilância Sanitária autuou um bar em Santo André (ABC), onde cerca de 60 pessoas se aglomeravam e estavam sem máscaras, mesmo sem consumirem alimentos ou bebidas. Por funcionar de forma irregular, o estabelecimento pode ser multado em até R$ 260 mil, Neste pancadão, imagens feitas com celular flagraram uma dupla trafegando em uma moto, enquanto o garupa ostentava uma suposta submetralhadora. Ambos foram presos pela PM instantes depois. As pessoas que estavam nas festas e no bar foram instruídas a deixar os locais. Segundo a prefeitura, a dispersão aconteceu pacificamente. Também foram registrados boletins de ocorrência sobre as aglomerações e a Polícia Civil acompanha as ocorrências, que em alguns casos foram registradas como infração de medida sanitária preventiva e associação criminosa. Além das dispersões, a prefeitura interditou no sábado duas lojas na Lapa (zona oeste) e um bar na Moóca (zona leste) por exceder o horário permitido pela quarentena, além de um dos estabelecimentos manter mesas nas calçadas -- o que é proibido atualmente. "A Prefeitura de São Paulo reitera que a cidade encontra-se em quarentena em função da pandemia, e na fase vermelha devem funcionar apenas os serviços essenciais como farmácia, padarias e mercados. A participação dos cidadãos evitando aglomerações é importante para a preservação da saúde de todos os paulistanos", diz trecho de nota. O governo estadual, gestão João Doria (PSDB), afirmou que entre os dias 25 e 27 realizou 90 autuações, resultantes de 3.383 inspeções em todo o estado. Desde 1º de julho até este domingo, foram 110 mil inspeções e 1,2 mil autuações. GRANDE SÃO PAULO A Prefeitura de Guarulhos (Grande SP), gestão Gustavo Henric Costa (PSD), o Guti, afirmou ter fiscalizado 76 estabelecimentos, entre os dias 23 e 27. A ação resultou na autuação de só um deles, na Vila Galvão. O local precisou encerrar suas atividades no dia. O motivo para a autuação não foi informado. Desde o início da pandemia, em março, até este domingo (27), a prefeitura da Grande SP afirma ter autuado 1.003 comércios que desrespeitaram regras de funcionamento durante a quarentena em São Paulo. A Prefeitura de São Bernardo do Campo (ABC), gestão Orlando Morando (PSD) flagrou uma festa clandestina, neste fim de semana, com aglomeração de pessoas na avenida Doutor Rudge Ramos. O número de pessoas que estava no local não foi informado, nem quais medidas foram tomadas. Desde março, a prefeitura do ABC afirma ter atendido 220 ocorrências de festas clandestinas, resultando em 156 interdições. No sábado, uma equipe de Vigilância Sanitária autuou um bar em Santo André (ABC) onde cerca de 60 pessoas se aglomeravam e estavam sem máscaras, mesmo sem consumirem alimentos ou bebidas. Por funcionar de forma irregular, o estabelecimento pode ser multado em até R$ 260 mil, segundo o governo estadual, gestão João Doria (PSDB). As prefeituras de Santo André, São Caetano do Sul, ambas no ABC e de Osasco (Grande SP) não enviaram dados solicitados pela reportagem até a conclusão deste texto.