Cerca de 69 milhões de brasileiros não tomaram dose de reforço contra a Covid

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.11.2022 - Enfermeira prepara vacina contra a Covid-19 na UBS Nossa Senhora do Brasil, na Bela Vista, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.11.2022 - Enfermeira prepara vacina contra a Covid-19 na UBS Nossa Senhora do Brasil, na Bela Vista, em São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 69 milhões de brasileiros estão com a primeira dose de reforço da vacina contra a Covid-19 atrasada, segundo dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) divulgados pelo Ministério da Saúde. O segundo reforço vacinal (também chamado de quarta dose) apresenta igualmente atraso na vacinação: são mais de 30 milhões de pessoas que ainda não tiveram a atualização no esquema de proteção.

O atraso também é observado na segunda dose do esquema primário. Segundo o ministério, cerca de 19 milhões de pessoas não procuraram a segunda aplicação depois da primeira dose.

A pasta ainda informou que os dados são referentes a esta semana, mesmo que, em 12 novembro de 2022, o então ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já tenha afirmado o mesmo número de 69 milhões de pessoas sem o primeiro reforço da vacina.

O alerta vem no mesmo momento em que a pasta recomendou o reforço vacinal em crianças de 5 a 11 anos. Antes disso, o reforço da imunização só era permitida para os maiores de 12 anos.

Em relação à quarta dose, a recomendação do ministério é que ela seja destinada a pessoas com mais de 40 anos. Alguns estados, no entanto, já vacinam uma parcela mais abrangente da população com o reforço.

A aplicação de novas doses é necessária porque, com o tempo, a proteção conferida pelas vacinas pode cair. Dessa forma, reforços adicionais melhoram as respostas do sistema imune contra o vírus.

Além disso, evidências já indicam que os reforços são essenciais contra novas variantes do Sars-CoV-2 que contam com a capacidade de escape às vacinas. Uma saída mais eficaz para esses casos é utilizar fármacos atualizados a novas cepas do vírus, como as Pfizer que já desembarcaram no país.

Nesse caso, a nova secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, afirmou que a ideia é incorporar a vacina contra Covid-19 ao calendário anual do governo para pessoas do grupo prioritário --como idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde.

A princípio, essa atualização seria realizada com a vacina bivalente, completou Maciel.