Cerca de 115 caminhões chegam ao QG do Exército no dia do relatório sobre as urnas

Apoiadores de Bolsonaro protestam em frente ao QG do Exército em Brasília (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Apoiadores de Bolsonaro protestam em frente ao QG do Exército em Brasília (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
  • Cerca de 115 caminhões se dirigiram ao QG do Exército em Brasília;

  • Veículos ficarão em uma área específica, onde bolsonaristas protestam contra as eleições;

  • Caminhoneiros chegam no mesmo dia em que Defesa apresentará ao TSE relatório sobre as urnas.

Cerca de 115 caminhões se dirigiram, nesta quarta-feira (9), ao Quartel General do Exército em Brasília. Os veículos estão sendo direcionados, segundo a Polícia Militar do DF, a uma área específica do Setor Militar Urbano (SMU), onde apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) protestam contra o resultado das eleições.

Os caminhoneiros chegam a Brasília no mesmo dia em que o Ministério da Defesa deve entregar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório de “fiscalização” das urnas e do sistema eleitoral.

Bolsonaristas esperam que o documento traga informações sobre uma eventual fragilidade do sistema.

Desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente, manifestantes fazem atos golpistas e pedem, em bloqueios de estradas e em frente aos quartéis, “intervenção federal” ou “militar”.

Mais cedo, os 115 caminhões formaram uma fila de aproximadamente quatro quilômetros entre o Riacho Fundo e o Núcleo Bandeirante.

Conforme apurado pelo jornal Folha de S. Paulo, empresários do Mato Grosso e Goiás enviaram caminhões de suas empresas, junto com seus funcionários, para os protestos.

Medidas de segurança

Ao portal UOL, a Polícia Militar informou que a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes estão com acesso “restrito”, caso manifestantes tentem se aproximar de lá.

O local abriga o Congresso, onde estão sendo realizadas as reuniões de Lula com Arthur Lira (PP), presidente da Câmara, e Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado.

"Destacamos que toda área central é monitorada pela segurança pública, com apoio de câmeras, drones e serviço de inteligência", informou a PM.

Os locais só serão liberados após uma avaliação técnica.