Cerca de 150 golpistas são presos em flagrante por ataques em Brasília

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os invasores ocuparam áreas do Congresso Nacional

Cerca de 150 golpistas são presos em flagrante por ataques em Brasília neste domingo (8) (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Cerca de 150 golpistas são presos em flagrante por ataques em Brasília neste domingo (8) (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

Cerca de 150 golpistas foram presos em flagrante e autuados por depredação do patrimônio público após invadirem a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste domingo (8). Segundo informações da GloboNews, o número foi confirmado pela Polícia do Distrito Federal.

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os invasores ocuparam áreas do Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo por intervenção militar e alegando ilegalidade na eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PL) ao cargo de Presidente da República.

Em Araraquara, interior de São Paulo, para discutir medidas e soluções para as chuvas que atingiram a cidade nos últimos dias, o presidente discursou sobre o acontecido e decretou intervenção federal no Distrito Federal. Ricardo Garcia Cappelli, secretário-executivo do Ministro da Justiça Flávio Dino, será o interventor e cuidará da segurança em Brasília, a princípio, até o próximo dia 31 de janeiro.

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"A democracia garante o direito de liberdade, mas também exige que as pessoas respeitem as instituições que foram criadas para fortalecer a democracia", declarou o presidente, que havia viajado para Araraquara, no interior de São Paulo, e não estava no Planalto no momento do ataque.

"As pessoas que chamos de fascistas... Essas pessoas que podemos chamar de fascistas fanáticos invadiram a sede do governo e a Suprema Corte. Como verdadeiros vândalos, destruindo o que importava pela frente", continuou Lula.

"Vamos descobrir quem foram os financiadores e todos pagarão com a força da lei esse gesto de irresponsabilidade", assegurou o presidente. "É preciso que essas pessoas sejam punidas de forma exemplar para que nunca mais ousem, com a bandeira nacional nas costas, fingindo-se brasileiros, repetirem o que fizeram hoje."