Greve de rodoviários paralisa transporte em Belém; 2 milhões são afetados no Pará

Usuários dos coletivos que operam em Belém, Ananindeua e Marituba, foram pegos de surpresa com a greve logo nas primeiras horas do dia - Foto: Getty Creative
Usuários dos coletivos que operam em Belém, Ananindeua e Marituba, foram pegos de surpresa com a greve logo nas primeiras horas do dia - Foto: Getty Creative

Quase 2 milhões de usuários do transporte público da região metropolitana de Belém, no Pará, foram afetados com a paralisação dos trabalhadores rodoviários nesta quinta-feira (8).

De acordo com o sindicato da categoria, a paralisação ocorre devido ao não pagamento integral dos reajustes acertados durante as negociações da greve ocorrida em maio deste ano.

Usuários dos coletivos que operam em Belém, Ananindeua e Marituba, foram pegos de surpresa com a paralisação logo nas primeiras horas do dia.

No entanto, os rodoviários, que estavam com as atividades paralisadas na região metropolitana da capital paraense, começaram a liberar as frentes das garagens das empresas de transporte público por volta das 7h30m.

Apesar da liberação, protestos ainda devem ser realizados ao longo do dia em pontos estratégicos da região, como o Entroncamento, São Brás e Ver-O-Peso, que devem culminar com mobilizações no Ministério Público do Trabalho e no Tribunal Regional do Trabalho.

O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário da capital (Setransbel) alega em nota que é “impraticável a aplicação de novos reajustes salariais”, e que não foi comunicado previamente sobre a paralisação dos trabalhadores rodoviários. Alega ainda que o reajuste da tarifa para R$ 4, e não para R$ 5, como defendeu a Setransbel, contribuiu para a “impossibilidade de honrar com os custos elevados do sistema de transporte”.

Ainda de acordo com a nota da Setransbel, “se torna impraticável a aplicação de novos reajustes salariais” diante do atual cenário financeiro do sistema que acumula um prejuízo mensal que ultrapassa os R$ 18 milhões.

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e Marituba (Sintram), afirmou que a categoria conseguiu reajuste de 12% na última greve, mas condicionados a desonerações para as empresas de transporte. 60 dias após o acordo, os pagamentos ainda não foram atualizados com os novos valores.

De acordo com nota da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) "não foi comunicada oficialmente sobre a possível paralisação dos rodoviários”, e que “as pautas apresentadas pelos rodoviários dizem respeito às questões trabalhistas, portanto relação restrita entre empregador e empregado”.

Ainda em nota, a Semob recomenda que se busque a solução através do diálogo e da negociação e que adotará todas as providências necessárias para a garantia de uma prestação adequada do serviço de transporte coletivo à população.