Cerca de um milhão de venezuelanos sem documentos poderão se vacinar na Colômbia

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(Arquivo) Migrantes venezuelanos cruzam o rio Táchira em direção à Colômbia, em 19 de novembro de 2020

A Colômbia anunciou nesta terça-feira (24) que oferecerá vacinas contra a covid-19 para cerca de um milhão de imigrantes sem documentos que fugiram da crise na Venezuela.

A medida abrange também estrangeiros de outras nacionalidades “que vivam na Colômbia, mesmo que não tenham documento de identidade emitido pelo governo”, informou o Ministério da Saúde em nota.

Dos 1,7 milhão de venezuelanos que vivem no país, cerca de 980 mil estão em situação irregular.

“Para alcançar a imunidade coletiva, é preciso vacinar o maior número de pessoas que vivem no território nacional”, explicou Gerson Bermont, funcionário do Ministério da Saúde.

Estão excluídos deste benefício aqueles que não têm “vocação de permanência” ou são “migrantes pendulares e transitórios”.

Com 50 milhões de habitantes, a Colômbia é um dos países mais afetados pela pandemia na América Latina. Em proporção à sua população, é a quarta nação com o maior número de mortes (124.000) por covid-19 depois de Peru, Brasil e Argentina.

As autoridades locais "devem registrar" todos os sem documentos sob sua jurisdição e cadastrar as informações no portal do Ministério da Saúde, que contém os dados de quem pode ter acesso à campanha de imunização.

A Colômbia começou a vacinar maiores de 15 anos e mais de 14 milhões de pessoas já estão completamente imunizadas de acordo com as doses recomendadas pelos laboratórios Pfizer, AstraZeneca, Janssen, Moderna e Sinovac.

Segundo dados da ONU, existem 5,4 milhões de imigrantes e refugiados venezuelanos no mundo, dos quais menos da metade possui documentos.

O governo de Iván Duque foi aplaudido internacionalmente por sua decisão de regularizar venezuelanos sem documentados.

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