Cercada por russos, fábrica subterrânea em Mariupol abriga mais de mil civis entrincheirados

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O complexo siderúrgico e metalúrgico Azovstal em Mariupol (sudeste), às margens do Mar de Azov, é o último foco de resistência dos combatentes ucranianos contra o exército russo, que ataca e sitia a cidade ucraniana desde o início de março. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta quinta-feira (21) que o local fosse cercado, "para que nem uma mosca passasse” – mas desistiu, pelo menos por ora, de invadir o complexo industrial, que possui quilômetros de galerias subterrâneas.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, "cerca de mil civis, mulheres e crianças" e "centenas de feridos" se refugiaram na enorme fábrica, junto com os combatentes. Os últimos resistentes ucranianos em Azovstal, do batalhão nacionalista Azov e da 36ª brigada de Infantaria Naval, se recusam a se render e pedem "ajuda" da comunidade internacional para serem retirados, tendo os civis como prioridade.

"É uma cidade dentro da cidade, e há vários níveis subterrâneos do período soviético. Não é possível bombardear de cima, você tem que limpar o subsolo. Vai levar tempo", explicou no início de abril Edward Basurin, representante das forças separatistas russas em Donetsk.

O combate no local significa uma área de vários quilômetros quadrados pontuada por ferrovias, armazéns, fornos e chaminés, além de vários quilômetros de túneis. Em imagens de drones divulgadas domingo (17) pela agência estatal russa Ria Novosti, era possível ver um conjunto de prédios completamente destruídos, alguns ainda fumegantes.

Fábrica soviética da década de 1930

Esta manhã, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou que Mariupol está agora sob controle russo. Mas o presidente americano, Joe Biden, considerou "questionável" a afirmação de que a Rússia assumiu a cidade.


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