Cesar Maia deixa ostracismo político e é disputado por pré-candidatos no RJ

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*** FOTO DE ARQUIVO *** RIO DE JANEIRO, RJ, 07.08.2017: CESAR-MAIA - O ex-prefeito e vereador do Rio de Janeiro, Cesar Maia. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** RIO DE JANEIRO, RJ, 07.08.2017: CESAR-MAIA - O ex-prefeito e vereador do Rio de Janeiro, Cesar Maia. (Foto: Ricardo Borges/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Acumulando derrotas eleitorais desde 2008, quando deixou a Prefeitura do Rio de Janeiro, o vereador Cesar Maia (PSDB), 77, saiu do ostracismo político que vivia para ser alvo neste ano de disputas entre pré-candidatos ao governo estadual.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) convidou Maia para ser seu vice na candidatura para o governo estadual. Mesmo posto foi oferecido ao ex-prefeito pelo atual mandatário da cidade, Eduardo Paes (PSD), na chapa a ser encabeçada pelo ex-presidente da OAB, Felipe Santa Cruz (PSD).

O ex-prefeito tem delegado as negociações em seu nome ao filho, Rodrigo Maia, que preside o PSDB-RJ.

À Folha de S.Paulo ele explicou da seguinte forma a razão do interesse sobre seu nome nesta eleição: "Talvez pela necessidade de uma marca de experiência".

Tanto Freixo quanto Santa Cruz nunca exerceram cargos no Executivo. O deputado do PSB tenta também ampliar sua aliança com partidos de centro a fim de se descolar da imagem de radical de esquerda, construída em razão da filiação por 16 anos ao PSOL.

Maia afirma não ver incompatibilidade em sua eventual adesão a uma candidatura encabeçada por um político de esquerda.

"Minha vida política sempre oscilou entre a esquerda e o centro. Minha ida para o PFL teve como objetivo o PFL caminhar ao centro. Por isso migramos juntos Jayme Lerner e eu", afirma ele.

O PSOL, integrante da aliança de Freixo, declarou ser contrário à indicação dele como vice.

Ter sido responsabilizado pelo deputado pelo crescimento das milícias também não é um impeditivo para o ex-prefeito. Ele afirma que o deputado tinha razão.

"As primeiras viabilizavam policiais morarem em comunidades. Mas a dinâmica posterior mostrou que o Freixo tinha razão", afirmou o ex-prefeito.

Prefeito por três mandatos no Rio de Janeiro, Maia deixou o cargo com baixa aprovação. Sua gestão foi alvo de críticas constantes nas eleições seguintes, inclusive de ex-afilhados políticos, como Paes.

"Minha avaliação é que as críticas durante essas eleições foram distorcidas por problemas de popularidade naqueles momentos. Coisas da política. Talvez pelo excesso de tempo no governo."

O ex-prefeito tentou, sem sucesso, três eleições para o Senado, em 2010, 2014 e 2018. Na última, liderava as pesquisas de intenção de voto até a véspera da eleição, mas foi superado por Arolde de Oliveira (morto em 2020), cuja arrancada se assemelhou à de Wilson Witzel para o governo estadual.

Maia atribui as derrotas para o Senado às baixas votações que teve no interior. Ele exerce atualmente o terceiro mandato como vereador, cargo para o qual tem sido eleito sempre como um dos quatro mais votados.

O vereador Tarcísio Mota (PSOL) classifica o mandato de Cesar Maia como "independente".

"Ele não é 100% fiel às pautas da gestão Paes. Costuma defender as pautas dos servidores públicos, como nós. Nas pautas econômicas e fiscais, divergimos muitas vezes. Mas temos muito diálogo. É um vereador muito respeitado", disse Mota, contrário à escolha do ex-prefeito como vice de Freixo.

Cesar Maia se mantém recolhido desde o início da pandemia do novo coronavírus e ainda participa das sessões da Câmara Municipal de forma virtual.

A aliança ainda não selada com Freixo pode deixar isolada a candidatura defendida por Paes, ex-afilhado político de Cesar Maia cujo afastamento ajudou no declínio do ex-prefeito.

Paes afirma "confiar na palavra" de Rodrigo Maia. Segundo ele, o PSDB prometeu apoiar Felipe Santa Cruz. A aliança do PSD com o PDT, anunciada em fevereiro, também está sob risco.

"Cesar é um quadro muito qualificado, muito preparado e agregaria muito à chapa", disse Paes.

Maia afirma não guardar mágoas em relação às críticas feitas por Paes no passado. "Como sempre debati ideias, essa questão pessoal nunca me ocorreu."

Contudo, deixa claro que as negociações são conduzidas pelo filho e que não tem mais contato frequente com o atual prefeito. "Não. A relação dele com Rodrigo Maia sempre foi permanente mesmo a partir da eleição de 2012."

Ele também não projeta dividir palanque com o ex-presidente Lula, principal cabo eleitoral de Freixo. "A representação do PSDB-RJ cabe ao deputado Rodrigo Maia", afirma o ex-prefeito sobre o tema.

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