Cessar-fogo entre Israel e Hamas se mantém, e ONU lança apelo por ajuda a Gaza

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JERUSALÉM/GAZA (Reuters) - O cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou no terceiro dia neste domingo, com mediadores conversando com todos os lados para tentar estender o período de tranquilidade após a pior violência na região em muitos anos.

Mediadores do Egito têm se deslocado entre Israel e a Faixa de Gaza, que é governada pelo Hamas, para tentarem manter o cessar-fogo e também se encontraram com o rival do grupo islamista, o presidente palestino Mahmoud Abbas, na ocupada Cisjordânia.

Lynn Hastings, coordenador humanitário da ONU para os territórios palestinos, disse no domingo que a organização lançará uma campanha para reparar os danos em Gaza, onde há ameaça de disseminação da Covid-19.

“A escalada de violência exacerbou uma situação humanitária que já era terrível em Gaza, gerada por quase 14 anos de bloqueios e divisões políticas internas, além das hostilidades recorrentes”, disse, em comunicado emitido do enclave palestino.

“Também precisamos garantir apoio para continuar atendendo às necessidades que já existem, incluindo as que surgem da pandemia em andamento”.

O presidente norte-americano Joe Biden disse que Washington trabalhará com agências da ONU para acelerar auxílio humanitário para Gaza “de uma maneira que não permita que o Hamas simplesmente reabasteça seu arsenal militar”.

Israel faz um bloqueio à Gaza desde 2007, dizendo que isso impede que o Hamas obtenha armas. Hastings afirmou que a ONU há tempos pede que Israel interrompa esse bloqueio e continuará fazendo isso.

Autoridades palestinas calcularam os custos da reconstrução em Gaza em dezenas de milhões de dólares, com autoridades médicas dizendo que 248 pessoas morreram durante 11 dias de conflitos.

Médicos dizem que um foguete e um ataque com míssil guiado mataram 13 pessoas em Israel durante as hostilidades.

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