Chávez, Soros e "Meu primo Vinny" entre os citados por advogado de Trump que denuncia fraude nas eleições

Michael Mathes
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El abogado personal de Donald Trump Rudy Giuliani durante una conferencia de prensa en Washington, el 19 de noviembre de 2020

Chávez, Soros e "Meu primo Vinny" entre os citados por advogado de Trump que denuncia fraude nas eleições

El abogado personal de Donald Trump Rudy Giuliani durante una conferencia de prensa en Washington, el 19 de noviembre de 2020

O advogado pessoal do presidente Donald Trump, Rudy Giuliani, alertou nesta quinta-feira (19) que os Estados Unidos podem tornar-se uma Venezuela e disse que o bilionário George Soros conspirou com os democratas para dar a vitória a Joe Biden nas eleições presidenciais de 3 de novembro.

O ex-prefeito de Nova York discursou sobre várias teorias da conspiração por mais de uma hora, enquanto suava profusamente, tanto que uma mecha de suor marrom da tinta de seu cabelo ficou marcada em sua bochecha.

"Vamos nos tornar uma Venezuela. Não podemos permitir que isso aconteça conosco. Não podemos permitir que esses criminosos, porque é isso que eles são, roubem a eleição do povo americano", disse Giuliani em coletiva de imprensa realizada no Comitê Nacional Republicano, em Washington.

O advogado está em uma campanha frenética no tribunal para contestar os resultados das eleições de 3 de novembro, mas até agora teve apenas fracassos.

Apoiando a tese de Trump, que se recusa a admitir a vitória de Biden, Giuliani leu para a imprensa 220 depoimentos juramentados sobre irregularidades no voto pelo correio, na Pensilvânia e em Michigan, dois estados-chave em que o democrata prevaleceu.

No centro de suas acusações está o sistema de contagem de votos.

"Vocês deveriam estar mais surpresos com o fato de que nossos votos estão sendo contados na Alemanha e na Espanha pela empresa ligada a Chávez e Maduro", acusou Giuliani diante dos jornalistas, referindo-se a Hugo Chávez, o presidente venezuelano falecido há sete anos, e ao atual líder no comando do país, Nicolás Maduro.

A empresa em questão é a Smartmatic, fundada na Flórida nos anos 2000 por dois técnicos venezuelanos e especializada em aplicativos eleitorais.

O presidente da Smartmatic, Mark Malloch-Brown, está no conselho de diretores da Open Society Foundation, uma iniciativa lançada pelo bilionário filantropo George Soros, uma figura frequentemente mencionada em teorias da conspiração de bastidores.

Giuliani também fez referência ao filme "Meu Primo Vinny" e tentou imitar o advogado inescrupuloso que o estrela. Enquanto Giuliani falava, Trump tuitava: "Meus advogados estão agora na @newsmax, @OAMM e talvez na @Fox", escreveu o presidente dos Estados Unidos, citando três emissoras de televisão conservadoras. "Um caso aberto e encerrado de fraude eleitoral. Em números massivos!".

- A coletiva de imprensa "mais perigosa" -

As alegações de fraude foram negadas pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA), que garantiu que a eleição presidencial foi "a mais segura da história".

Chris Krebs, que acabou afastado por Trump do cargo de diretor desta agência, referiu-se à coletiva de imprensa de Giuliani como a "mais perigosa" e a mais "delirante" da história da televisão americana.

Giuliani denunciou que as "grandes cidades são controladas pelos democratas" e afirmou que a contagem atual na Geórgia não significa nada porque "estão contando os mesmos votos fraudulentos mais uma vez".

A respeito da Pensilvânia, ele afirmou que muitos eleitores vieram de Nova Jersey para votar.

"A menos que você seja estúpido, você sabe que muitas pessoas vieram de Camden (Nova Jersey) para votar. Eles votam todos os anos. Isso acontece o tempo todo na Filadélfia. É tão comum quanto levar um soco em um jogo de futebol americano do Philadelphia Eagles", acusou.

Enquanto isso, Sydney Powell, um dos advogados de campanha de Trump, denunciou uma "imensa influência do dinheiro comunista da Venezuela, Cuba e provavelmente China" que interferiu nas eleições.

Powell reiterou a tese de Giuliani e afirmou que as urnas utilizadas foram "criadas na Venezuela por Hugo Chávez" para garantir que ele nunca perdesse uma eleição, garantindo que os sistemas estão configurados para tirar porcentagens dos votos de Trump e atribuí-los a Biden.

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