Chacina no DF: corpo de jovem de 19 anos é o décimo da mesma família identificado pela polícia

O corpo de Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos, foi o décimo da mesma família identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A identificação foi realizada nesta quarta-feira, entre os três corpos encontrados em uma cisterna, e confirmada pela PCDF ao portal g1. De acordo com a Polícia, a identificação foi feita por sequenciamento genético.

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Os outros dois corpos na cisterna eram de Thiago Gabriel Belchior da Oliveira e Cláudia Regina Marques de Oliveira, mãe de Ana Beatriz. A jovem era a última vítima desaparecida no caso da chacina de uma família no DF que, agora, tem 10 pessoas assassinadas.

Polícia libera adolescente suspeito de participação no crime

Um adolescente de 17 anos, apreendido na noite desta terça-feira pela Polícia Militar por suspeita de participação na chacina do Distrito Federal (DF), foi liberado pela PM. Ele é apontado como um dos envolvidos no assassinato de 10 pessoas de uma mesma família. A informação foi divulgada pelo g1.

O jovem confessou aos agentes que recebeu R$ 2 mil de outros suspeitos para ajudar os "comparsas" a praticarem o crime. Ele alegou que esteve no cativeiro onde parte das vítimas estiveram. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas pela Polícia Civil até o momento.

Ele chegou a ser encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente da região da Asa Norte, no DF. De acordo com os policiais, o garoto foi levado até a unidade porque acumulava dois mandados de roubo contra ele. Ao chegar na delegacia, os agentes descobriram que esses mandando haviam expirado no dia 21 deste mês. Sendo assim, o adolescente foi liberado.

Corpos encontrados em MG

A Polícia Civil de Minas Gerais e o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte identificaram nesta quarta-feira os dois corpos encontrados carbonizados na semana passada em um carro no município de Unaí. Os cadáveres são de Renata Juliene Belchior e de sua filha, Gabriela Belchior de Oliveira.

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O carro onde os corpos foram encontrados estava no nome do marido de Renata, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, que chegou a ser apontado como um dos possíveis mandantes do crime. A versão, apresentada por Horácio Carlos Ferreira Barbosa, um dos presos na investigação apontado como executor do crime, foi posta em xeque após o corpo do próprio Marcos Antônio ser encontrado esquartejado e enterrado no quintal de um casa que serviu de cativeiro para os criminosos em Planaltina (DF).

A identidade do corpo de Gabriela foi confirmada após os legistas terem acesso ao DNA de Marcos Antônio, em cooperação com a Polícia Civil do DF.

Na chácara onde o corpo de Marcos foi achado, policiais encontraram documentos e anotações que continham dados de contas bancárias das vítimas. Até o momento, outros dois homens além de Horácio foram presos nas investigações. São eles Gideon Batista de Menezes, de 55, e Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos. Um quarto suspeito, tido como um dos executores, segue foragido (Carlomam dos Santos Nogueira, vulgo Carlinhos, de 26 anos).

Crime motivado por dinheiro

A suspeita da polícia é a de que o crime esteja ligado a R$ 400 mil obtidos pela mulher de Marcos Antônio e mãe de Thiago Gabriel, Renata Juliene Belchior, de 52 anos, com a venda de uma casa em Santa Maria (DF). E a R$ 100 mil de um empréstimo pedido pela mulher de Thiago e nora de Marcos, a cabeleireira Elizamar da Silva, de 39 anos.