Chacina no DF: Polícia e IML apuram causas das mortes de mãe e filha carbonizadas em Unaí (MG)

A Polícia Civil de Minas Gerais e o Instituto Médico Legal irá tentar determinar a causa das mortes de Renata Juliene Belchior e de sua filha, Gabriela Belchior de Oliveira, encontradas carbonizadas em um carro abandonado em Unaí. As duas estão entre as vítimas da chacina no Distrito Federal que deixou ao menos 9 mortos, todos da mesma família.

Chacina no DF: corpos encontrados em Unaí (MG) são identificados como sendo de mãe e filha

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A investigação, no entanto, não tem prazo para terminar. Segundo a médica legista Naray Jesimar, diretora do Instituto Médico Legal de Belo Horizonte, só será possível determinar com mais detalhes a dinâmica dos assassinatos após a conclusão de exames de anatomopatologia. Eles não têm prazo para serem concluídos:

— É esse exame que vai tentar determinar se essas pessoas estavam vivas e foi alvejado fogo ou se foram queimadas depois de mortas — disse Jesimar, ressaltando que não há previsão para que a anatomopatologia seja concluída. — O material precisa ser tratado, retirado em cubos, retratado, colocado em láminas. É um procedimento mais artesanal. Estamos trabalhando como prioridade.

Nenhum material metálico ou balístico foi localizado nos restos mortais, segundo a médica.

O carro onde os corpos de mãe e filha foram encontrados estava no nome do marido de Renata, Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, que chegou a ser apontado como um dos possíveis mandantes do crime.

A versão, apresentada por Horácio Carlos Ferreira Barbosa, um dos presos na investigação e um possível como executor do crime, foi posta em xeque após o corpo do próprio Marcos Antônio ser encontrado esquartejado e enterrado no quintal de uma casa que serviu de cativeiro para os criminosos em Planaltina (DF).

A identidade do corpo de Gabriela foi confirmada após os legistas terem acesso ao DNA de Marcos Antônio, em cooperação com a Polícia Civil do DF.

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Na chácara onde o corpo de Marcos foi achado, policiais encontraram documentos e anotações que continham dados de contas bancárias das vítimas. Até o momento, outros dois homens além de Horácio foram presos nas investigações. São eles Gideon Batista de Menezes, de 55, e Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos. Um quarto suspeito, tido como um dos executores, segue foragido (Carlomam dos Santos Nogueira, vulgo Carlinhos, de 26 anos).

Outros três corpos foram encontrados pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta madrugada em uma fossa nas proximidades do Núcleo Rural Santos Dummont, em Planaltina. Dois deles foram identificados como sendo de Thiago Gabriel Belchior da Oliveira e Cláudia Regina Marques de Oliveira. Ainda resta a identificação do terceiro cadáver, de uma adolescente, que pode ser de Ana Beatriz Marques de Oliveira.