Chacina no DF: polícia diz acreditar que extorsão seja motivo do crime

A versão foi endossada após três corpos possivelmente relacionados à chacina no DF terem sido encontrados na madrugada desta terça-feira (24).

Carro carbonizado em que quatro corpos foram encontrados, em Cristalina, Goiás
(Divulgação/Polícia Militar)
Carro carbonizado em que quatro corpos foram encontrados, em Cristalina, Goiás (Divulgação/Polícia Militar)

A Polícia Civil do Distrito Federal acredita que a chacina da família da cabeleireira Elizamar da Silva, no Itapoã (DF), que deixou dez pessoas desaparecidas, está relacionada à extorsão. Três suspeitos estão presos e um quarto está foragido.

A versão foi endossada após mais três corpos possivelmente relacionados à chacina no DF terem sido encontrados na madrugada desta terça-feira (24), dentro de uma cisterna em Planaltina.

O delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia, do Paranoá, disse acreditar na hipótese de extorsão, e que os criminosos queriam conseguir dinheiro das vítimas.

"A gente acredita naquela versão inicial de que foi uma extorsão. Essas vítimas foram colocadas em cárceres e dali subjugadas, [foram] retiradas senhas, contas bancárias, para o proveito dos autores", disse Viana.

A partir da quebra de sigilo telefônico e de internet dos suspeitos, a polícia segue a investigação, segundo o delegado.

"Todas essas provas vão ser assimiladas pela investigação para ver se a gente tem uma conclusão final sobre a real motivação desses fatos," relatou Ricardo.

Três suspeitos, de 56, 49 e 34 anos, já foram detidos pela polícia. Dois dos presos foram flagrados um com R$ 40 mil na conta e o outro com R$ 14 mil em espécie.

O quarto suspeito que atuava para o PCC dentro da Papuda é considerado foragido. A PC encontrou impressões digitais do quarto suspeito, que é considerado foragido, no cativeiro onde ficaram as vítimas e no carro de uma das pessoas assassinadas.

Os corpos encontrados nesta madrugada, ainda não foram reconhecidos, no entanto, Ricardo afirmou que os corpos são de duas mulheres (uma delas adolescente) e um homem.

Três pessoas ainda seguem desaparecidas e os perfis delas se encaixam com os dos corpos localizados:

  • Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos, marido de Elizamar Silva;

  • Claudia Regina Marques de Oliveira, ex-mulher de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, pai de Thiago;

  • Ana Beatriz Marques de Oliveira, filha de Claudia e Marcos Antônio.

Com estes, 10 corpos já foram achados, o mesmo número de desaparecidos. Desse total, cinco já foram identificados:

  • Elizamar da Silva: cabeleireira, encontrada morta;

  • Rafael da Silva: filho de Elizamar e Thiago, encontrado morto;

  • Rafaela da Silva: filha de Elizamar e Thiago, encontrada morta;

  • Gabriel da Silva: filho de Elizamar e Thiago, encontrado morto;

  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira: pai de Thiago e sogro de Elizamar, encontrado morto.

Dois corpos, encontrados carbonizados em um carro em Unaí (MG), ainda não foram oficialmente identificados. Mas ambos são de mulheres e a polícia acredita que sejam de:

  • Renata Juliene Belchior: mãe de Thiago e sogra de Elizamar;

  • Gabriela Belchior: irmã de Thiago e cunhada de Elizamar.