Chacina no complexo do Alemão: Policial morto é sepultado no Rio

Um carro da polícia passa ao lado de moradores da favela do Complexo do Alemão carregando o cadáver de um homem morto durante uma batida policial no Rio de Janeiro, Brasil, em 21 de julho de 2022. (Foto: AFP)
Um carro da polícia passa ao lado de moradores da favela do Complexo do Alemão carregando o cadáver de um homem morto durante uma batida policial no Rio de Janeiro, Brasil, em 21 de julho de 2022. (Foto: AFP)

Foi sepultado neste sábado (23), no Rio de Janeiro, o corpo do policial militar Bruno de Paula Costa, de 38 anos. Ele é uma das pessoas que morreram durante operação das polícias civil e militar no Complexo do Alemão na última quinta-feira (21).

Bruno levou um tiro no pescoço durante um ataque à base da UPP Nova Brasília. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas acabou não resistindo.

O enterro ocorreu por volta das 12h no Cemitério Jardim da Saúde, em Sulacap, Zona Oeste da cidade. Familiares, amigos e dezenas de colegas de trabalho prestaram as últimas homenagens no local. Os policiais fizeram uma salva de tiros no momento do sepultamento.

Bruno tinha dois filhos, um de 8 e outro de 10 anos, ambos autistas. Eles ainda não sabem da morte do pai. A esposa do policial, Lídia Costa, disse nesta sexta-feira (22) ao reconhecer o corpo do marido no IML (Instituto Médico Legal) que a ficha não caiu.

O policial ingressou na corporação em 2014. Ele cresceu em Bangu e foi paraquedista do exército por sete anos.

Outra vítima

Hoje pela manhã também foi enterrada outra vítima inocente da chacina no Complexo do Alemão. Letícia Marinho Sales, de 50 anos foi atingida por um tiro na última quinta-feira (21), quando o carro em que estava passava pelo local no momento do confronto entre policiais e traficantes. O corpo de Letícia foi enterrado no cemitério São Francisco Xavier, no Caju. Ela deixou três filhos e três netos.

A família da vítima defende que a polícia atirou no carro em que ela estava por achar que se tratava de um criminoso. Eles afirmam que não havia troca de tiros no momento em que ela passava pelo local e que o carro foi fuzilado.

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