Chacina de Nova Brasília: policiais denunciados por mortes são absolvidos pela Justiça, após 27 anos

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RIO - Os cinco policiais denunciados pelas mortes de 13 pessoas na Favela Nova Brasília, foram absolvidos em julgamento concluído nesta terça-feira, no 1º Tribunal do Juri. O julgamento foi iniciado na segunda-feira. Ao todo, sete testemunhas foram ouvidas, sendo cinco de defesa e duas de acusação. Ao fim de 16 horas, os jurados decidiram pela absolvição dos agentes.

O julgamento aconteceu depois de 27 anos. Foram julgados dois policiais civis e três ex-policiais — todos eles já bem envelhecidos — por 13 homicídios da tragédia que ficou conhecida como Chacina de Nova Brasília, favela que integra o Complexo do Alemão. Nenhum deles tinham sido presoa pelos assassinatos.

O caso tinha sido arquivado. Porém, no fim de 2019, com a condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, por ter entendido que houve impunidade e falta de empenho para investigar os casos, o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) ofereceu nova denúncia, que foi aceita pela Justiça.

Inicialmente eram dois crimes cometidos em 1994 e 1995, totalizando 26 mortes, na mesma favela Nova Brasília. O julgamento se referia ao primeiro caso. Entre as testemunhas estavam duas pessoas que denunciaram estupros durante a operação policial. Elas teriam visto os agentes que participaram da ação. O processo sobre o atentado violento ao pudor tramitava na 35ª Vara Criminal, em segredo de justiça.

Estavam sendo julgados os inspetores Rubens de Souza Bretas e Ricardo Gonçalves Martins; o ex-PM José Luiz Silva dos Santos; e os ex-policiais civis Carlos Coelho Macedo e Paulo Roberto Wilson da Silva. Este último foi demitido da Polícia Civil após sua prisão em março de 2005, flagrado recebendo dinheiro proveniente da venda de um carro roubado. Coelho também foi preso pela Polícia Federal, acusado de ter extorquido dinheiro de traficantes da Rocinha. O ex-PM Silva dos Santos foi expulso da corporação por ter se envolvido numa milícia da Zona Oeste.

Um sexto réu, o policial Plínio Alberto dos Santos Oliveira, teve sua punibilidade extinta por ter morrido no curso do processo.

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