Chamada de 'Japonega', modelo plus de origem negra e oriental quebra padrões: 'Diversidade é meu nome'

Filha de um oriental e uma negra, Isadora Satie ganhou o apelido de "Japonega" ainda criança. A alcunha chamava atenção para os traços miscigenados da garota, que não se importava de ser conhecida assim. pelo contrário. Virou praticamente seu sobrenome e é com ele que despontou na moda.

Aos 28 anos, nascida em Florianópolis e morando em Palhoça, ambas em Santa Catarina, Isa se tornou a modelo Isa Japonega em 2020. de lá para cá, fez diversos editoriais, posou para revistas e logo disse ao que veio. "Sou uma mulher preta e amarela buscando representatividade real na indústria", afirma a neotop que é destaque no Models.com.

Isa não tinha nas passarelas e sessões fotográficas sua meta profissional: formada em Jornalismo e Danças Urbanas, dedicava-se a ministrar aulas em escolas de dança de sua cidade natal, além de ações pontuais em projetos sociais de Floripa. "O trabalho na moda começou quase que de repente. Até então, meu foco era atuar como professora de Danças Urbanas", relembra.

Os rumos, porém, mudaram quando foi vista por um olheiro nas redes sociais. Hoje a "JapoNega" vem conquistando o mercado num cenário que demanda diversidade:"O que mais me move na moda é a necessidade de representatividade real, de mulheres gordas, pretas e amarelas, como eu, além de tantas outras que precisam se enxergar em todos os espaços. Diversidade é meu nome".

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