'Chamaremos até o diretor, se for o caso', diz delegada após vistoria da polícia à estação de tratamento da Cedae

Vera Araújo
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Policiais deixam Estação de Tratamento de Água do Guandu após dia de investigação

A Polícia Civil encerrou na tarde desta quinta-feira uma primeira vistoria na Estação de Tratamento da Água do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A delegada-assistente da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), Josy Lima, que está à frente do caso, explicou que o objetivo principal da ação foi saber como funciona o processo de captação da água desde as nascentes nos rios até a chegada à casa dos consumidores. Com isso, os agentes vão saber quais são os funcionários encarregados por cada etapa para chamá-los para depor.

— Chamaremos para prestar depoimento qualquer pessoa que acharmos necessário, até o diretor, se for o caso, para elucidar o fato. A Polícia Civil quer saber se houve erro, negligência ou omissão por parte de algum funcionário — explicou a delegada.

De acordo com ela, o processo de purificação é muito técnico, o que a fez requisitar o auxílio e um perito ambiental.

— Dependemos muito do laudo pericial também. Não sabemos qual laboratório fará a análise,  pois ele terá que ter a capacidade técnica de atestar com segurança. O ideal será termos pelo menos dois laudos de diferentes laboratórios para nos dar mais segurança — ressaltou.