Chanceler austríaco renuncia em meio a investigação de corrupção

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Sebastian Kurz
Sebastian Kurz, 34, nega as alegações de que teria usado dinheiro público para fins políticos partidários

O chanceler austríaco Sebastian Kurz renunciou ao cargo, após pressão desencadeada por um escândalo de corrupção.

Ele sugeriu o ministro das Relações Exteriores, Alexander Schallenberg, como seu substituto.

Kurz e outras nove pessoas foram colocadas sob investigação após batidas policiais em vários locais ligados ao seu partido.

Ele nega as alegações de que usou dinheiro do governo para fins políticos partidários.

As acusações levaram seu governo de coalizão à beira do colapso nesta semana, depois que um de seus partidos parceiros, os Verdes, disse que Kurz não estava mais apto para ser chanceler.

Os Verdes iniciaram negociações com partidos de oposição, que ameaçavam votar uma moção de desconfiança contra o chanceler na próxima semana.

"O que é necessário agora é estabilidade. Para resolver o impasse, quero me afastar para evitar o caos", disse Kurz, ao anunciar sua renúncia

Ele disse que seguirá como líder do seu partido e como membro do parlamento.

"Antes de mais nada, porém, é claro que aproveitarei a oportunidade para refutar as acusações contra mim", acrescentou.

Kurz tornou-se líder do ÖVP (Partido Popular Austríaco), em maio de 2017 e liderou o partido político democrata-cristão conservador à vitória nas eleições naquele ano — tornando-se, aos 31 anos, um dos chefes de governo mais jovens do mundo já democraticamente eleitos.

As alegações de corrupção referem-se ao período entre 2016 e 2018, quando suspeita-se que recursos do Ministério das Finanças teriam sido usados para manipular pesquisas de opinião em favor do ÖVP.

Kurz e os outros nove, junto com três organizações, foram colocados sob investigação "por suspeita de quebra de confiança , corrupção e suborno, com diferentes níveis de envolvimento", disse o Ministério Público de Assuntos Econômicos e Corrupção, em um comunicado na quarta-feira (6/10).

Os promotores realizaram buscas na chancelaria, no Ministério das Finanças e nas residências e escritórios de assessores seniores do chanceler.

Kurz chamou as acusações contra ele de "infundadas".

Ele também nega qualquer irregularidade em outra investigação aberta em maio, referente a alegações de que ele teria feito declarações falsas a uma comissão parlamentar.

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