Chanceler de Bolsonaro chama de barbárie legalização do aborto na Argentina

Eliane Oliveira
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BRASÍLIA - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, usou uma rede social, nesta quarta-feira, para criticar a legalização do aborto na Argentina. Sem citar o nome do país vizinho, ele publicou, junto com seus comentários, a foto de uma notícia sobre o tema publicada pelo jornal "El País". O título dizia que os argentinos estão na vanguarda dos direitos sociais na América Latina.

"O Brasil permanecerá na vanguarda do direito à vida e na defesa dos indefesos, não importa quantos países legalizem a barbárie do abordo indiscriminado, disfarçado de 'saúde reprodutiva' ou 'direitos sociais' ou como quer que seja", afirmou Araújo.

Na madrugada desta quarta-feira, o Senado argentino aprovou o projeto de lei que permite que as mulheres que decidem interromper a gravidez podem fazê-lo de forma gratuita e segura no sistema de saúde. O abordo poderá ser feito até a 14ª semana de gestação. A lei é de autoria do presidente da Argentina, Alberto Fernandez, desafeto do presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Em outubro deste ano, sob o bastão do governo Bolsonaro, Brasil, Estados Unidos, Egito, Hungria, Uganda e Indonésia assinaram uma declaração contra políticas que preveem o acesso ao aborto. No caso brasileiro, o aborto só é permitido, por lei, quando há risco de vida para a gestante; a gravidez é resultado de estupro; e o feto não possui cérebro.