Chanceler diz que Bolsonaro não pediu cidadania italiana

"O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro nunca pediu a cidadania italiana, e também existem as leis", disse o ministro.

Chanceler negou que ex-presidente Jair Bolsonaro tenha pedido cidadania italiana - Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
Chanceler negou que ex-presidente Jair Bolsonaro tenha pedido cidadania italiana - Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não pediu cidadania italiana, foi o que afirmou Antonio Tajani, ministro das Relações Exteriores da Itália, nesta terça-feira (10).

O chanceler deu a declaração durante entrevista à Rai Radio 1, após parlamentares de oposição terem questionado o governo sobre um possível pedido de cidadania italiana por parte do ex-chefe de Estado brasileiro.

"O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro nunca pediu a cidadania italiana, e também existem as leis. Há pessoas que têm direito a solicitá-la, mas ele não a pediu", afirmou Tajani, que também divide o cargo de vice-premiê com Matteo Salvini.

Os filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro protocolaram seus pedidos de cidadania italiana na embaixada do país europeu em Brasília em 2020.

Eles buscam o reconhecimento da cidadania por direito de sangue (jus sanguinis), por serem descendentes de italianos.

Um bisavô paterno de Bolsonaro era de Anguillara Veneta, município do norte da Itália que concedeu cidadania honorária para o ex-presidente em 2021. Já seus avós maternos eram de Lucca, na Toscana.

O assunto sobre uma eventual cidadania voltou a ganhar força após a insurreição promovida por vândalos bolsonaristas no último domingo (8), quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) foram invadidos e depredados.

O ex-presidente, saiu do país às vésperas do fim de seu mandato e foi para os Estados Unidos. No entanto, seu status em território americano tornou-se um motivo de atenção depois dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.

O visto de chefe de Estado, tecnicamente, que permite a permanência de Bolsonaro nos EUA perde a validade no final deste mês, dado que ele não ocupa cargo oficial no governo brasileiro desde 1º de janeiro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o Executivo.