Chanceler iraniano pede à Europa mediação com EUA para salvar acordo nuclear

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O chefe da diplomacia europeia, o espanhol Josep Borrell

O ministro das Relações Exteriores do Irã pediu na segunda-feira (1º) à União Europeia que administre o retorno de Teerã e Washington ao acordo nuclear, após um contraponto sobre quem deve agir primeiro.

O representante da UE para as relações exteriores, Josep Borrell, pode se tornar "o coordenador de uma comissão conjunta" para acompanhar o acordo de 2015 e delinear "as ações que os Estados Unidos e o Irã precisam tomar", disse o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, à jornalista da CNN, Christiane Amanpour.

“É claro que pode haver um mecanismo para sincronizar“ o retorno dos dois países ao acordo ”ou para coordenar o que pode ser feito”, acrescentou.

O Acordo de Viena, assinado entre Teerã e as grandes potências - Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, França, Reino Unido -, impôs limites ao programa nuclear da República Islâmica, restringindo-o ao uso civil, para evitar que o país desenvolva a bomba atômica, em troca da suspensão das sanções contra Teerã.

Mas em 2018, o então presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo - que ele considerou insuficiente, lamentando não ter atacado o programa de mísseis balísticos iraniano ou outras atividades "desestabilizadoras" no Oriente Médio - e restabeleceu e até mesmo endureceu as sanções americanas contra o Irã.

O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu devolver o país ao acordo, mas com a condição de que Teerã volte primeiro para cumprir as cláusulas que passou a ignorar em resposta às sanções dos Estados Unidos.

De sua parte, o Irã exigiu até agora que o governo Biden desse o primeiro passo e suspendesse as sanções antes de qualquer coisa.

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