Chapa que une Freixo e Maia é confirmada e pessebista critica Paes: 'Me ataca por não entender a necessidade de derrotar Castro'

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A indicação de Cesar Maia (PSDB) como vice na chapa de Marcelo Freixo (PSB) foi confirmada nesta sexta-feira. O anúncio foi feito pelo filho de Cesar, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PSDB). A aliança foi oficializada mesmo com a falta de acordo dos tucanos com o Cidadania, que forma uma federação com PSDB e seguirá apoiando o candidato do PDT, o ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves.

Ao GLOBO, Freixo destacou a importância da coligação com os tucanos, em nome daquilo que entende como um "combate à máfia que tomou conta do Rio". O pessebista também lamentou os recentes ataques feitos pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), que apoia Rodrigo Neves (PDT), e tem mirado as críticas em Freixo, a quem define como "candidato que elegerá Cláudio Castro (PL), caso vá para o segundo turno". Para Freixo, o PSD de Paes não se juntou à chapa "por não entender a necessidade da união de forças".

Sobre as críticas de setores da esquerda que contestam a coligação com o PSDB, Freixo destaca a amplitude da aliança que engloba oito partidos.

— Estamos falando da maior aliança que este campo político já fez no estado. São oito partidos. Basicamente toda a esquerda, à exceção do PDT. O Rio não passa por uma simples crise. Há uma máfia instalada que precisa ser combatida com urgência. O momento é muito contundente e precisamos, sim, atrair forças políticas, como os tucanos, para nos posicionarmos contra este governo. É preciso encarar tudo com maturidade: vivemos em um país, no qual o presidente chama embaixadores para dizer que não vai respeitar o resultado das eleições. Bolsonaro e Castro representam isto que precisa ser combatido com a reunião de forças — explica.

Em relação à dobradinha com Maia, o pessebista diz que a escolha obedece à necessidade de se aproximar de nomes de centro, como forma de ampliar o eleitorado e as propostas programáticas:

— Cesar já declarou voto em mim antes e, pessoalmente, sempre me dei bem com o Rodrigo Maia. A aproximação com este grande quadro foi natural e está de acordo com os diálogos mantidos com nomes como o Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central durante o governo de Fernando Henrique), que integra a equipe econômica da campanha, e o Marcelo Trindade (advogado que foi candidato ao governo em 2018 pelo Partido NOVO), que ajuda a formular o plano de governo. Precisamos nos unir contra o fascismo.

Alvo preferencial da campanha de Rodrigo Neves, que tem em Eduardo Paes um dos seus principais cabos eleitorais, Freixo diz não se abalar com os recentes ataques. Nesta quinta-feira, Paes voltou a definir o candidato do PSB como "o único que perde para o atual governador no segundo turno, o mesmo que perdeu para o Marcelo Crivella (em 2016)".

— Rodrigo e Cesar Maia sabem da importância de derrotar Castro. Paes não entendeu e por isso me ataca. Tentamos dialogar com eles, mas quiseram seguir outro rumo. É legítimo, mas queremos uma campanha programática, com união de forças — completou.

Federação com Cidadania enfrenta impasse

Por integrar uma federação com o PSDB da família Maia, o Cidadania também desembarca formalmente da campanha de Rodrigo Neves. O tempo de rádio e TV relativo aos dois partidos precisará ser repassado a Freixo. No entanto, lideranças do Cidadania, como o ex-deputado Comte Bittencourt, seguirão declarando votos em Neves, com quem já estavam compromissados.

O acordo pacífico entre as partes ocorreu após reuniões entre lideranças dos dois partidos. Caso não houvesse solução, a decisão caberia à Executiva nacional da federação — onde o PSDB tem maior número de cadeiras. Por isso, a aliança entre Freixo e Cesar era considerada certa.

A aproximação com a família Maia era bem vista pela equipe de Freixo, que buscava ampliar o alcance da candidatura. Cesar é visto como um administrador tarimbado, capaz de quebrar a resistência de parte do eleitorado à inexperiência do pessebista no Executivo. A aliança replica o conceito da dobradinha feita na campanha ao Palácio do Planalto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice em sua chapa, o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), e permite que o mote publicitário girasse em torno da “união de forças contra o bolsonarismo”, representado no Rio pela candidatura de Castro.

Por ter sido alvo frequente de Jair Bolsonaro (PL), enquanto ocupou a presidência da Câmara, interessaria a Rodrigo a posição de oposição aos ideais do presidente no estado da família.

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