Charles III e Elizabeth II só se reaproximaram pouco antes da morte da monarca

O rei Charles III nem sempre teve um relacionamento afetuoso e próximo com a mãe, a rainha Elizabeth II, morta em setembro deste ano. É o que afirma o especialista real Christopher Andersen à US Weekly.

O monarca de 73 anos se sentiu “abandonado” por seus pais ao longo de sua infância "dolorosamente solitária”, afirmou Andersen, que escreveu o livro "The King: The Life of King Charles III".

“Nunca houve um relacionamento acolhedor entre eles”, fala o especialista, descrevendo a educação “complicada” e a experiência difícil na escola de Charles. “Isso porque a família real não está preparada para ser acolhedora.”

Porém, mesmo com essa tensão e distanciamento entre eles quando Charles era mais jovem, ele e Elizabeth II foram se reaproximando nos anos que antecederam a morte dela. “Acho que a rainha e Charles se aproximaram à medida que ela foi ficando mais velho, e ele crescia”, acrescentou Andersen.

Elizabeth II foi a monarca britânica com o reinado mais longo, comemorando 70 anos no trono antes de falecer aos 96. Pouco depois de o Palácio de Buckingham confirmar a morte dela, Charles emitiu uma declaração emocionante sobre a mãe.

“A morte de minha amada mãe, sua majestade a rainha, é um momento de grande tristeza para mim e para todos os membros da minha família”, escreveu ele. “Lamentamos profundamente o falecimento de uma soberana querida e uma mãe muito amada. Eu sei que sua perda será profundamente sentida em todo o país, nos Reinos e na Commonwealth, e por inúmeras pessoas ao redor do mundo.”