Charlize relembra a noite em que a mãe matou seu pai em autodefesa

Charlize Theron em dezembro deste ano (Foto: Jason Mendez/WireImage)

Charlize Theron relembrou a noite em que sua mãe, Gerda Jacoba, matou o marido para se defender. A atriz tinha apenas 15 anos quando o episódio de violência doméstica aconteceu. O pai da estrela era alcoólatra, e atirou contra a mulher e a filha nesse dia.

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Em entrevista à rádio ‘NPR’, ela conta que o pai era um homem muito doente e que só o conheceu dessa maneira. “Era uma situação sem volta e nossa família estava presa nela. O dia a dia imprevisível da vida com um dependente químico é algo que você grava no corpo, mais do que aquele episódio específico, que aconteceu em uma noite”, diz Charlize.

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A artista conta que o pai mal conseguia andar quando chegou bêbado em casa com uma arma. Charlize e a mãe estavam no quarto da atriz se escondendo do homem. Elas estavam encostadas na porta para que ele não entrasse. “Mas ele deu um passo para trás e disparou contra a porta três vezes. Nenhuma dessas balas nos atingiu, o que é um milagre”, relata. “Mas, em legítima defesa, ela acabou com a ameaça”, diz sobre a reação da mãe.

“Claro que eu gostaria que aquela noite nunca tivesse acontecido. Mas, infelizmente, é o que acontece quando você não chega à raiz desses problemas”, reflete.

Charlize Theron e a mãe no Oscar de 2014 (Foto: Jason Merritt/Getty Images)

A protagonista do filme ‘O Escândalo’ não tem vergonha de falar sobre o caso de violência familiar. “É algo que eu compartilho com muitas pessoas porque acho que quando mais falarmos, mais percebemos que não estamos sozinhos”, finaliza.

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    Número de professores que pedem demissão ou licença da USP dispara

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de professores que pedem para sair da mais prestigiada universidade do país deu um salto nos últimos três anos. De 2017 a 2019, 73 docentes pediram exoneração da USP, e 70 solicitaram afastamento não remunerado, mostram dados obtidos pela reportagem após pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação. Nos três anos anteriores a esse período (2014 a 2016), foram 47 exonerações a pedido e 23 licenças do mesmo tipo. A crescente saída de docentes está ligada a melhores oportunidades de trabalho no exterior e em outras instituições educacionais do país. Outros motivos citados por pesquisadores são a situação política do Brasil e os cortes na ciência, além de questões pessoais. A questão salarial também veio à tona nos últimos dias, com a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de equiparar o teto de vencimentos das universidades estaduais ao das federais. No caso de São Paulo, a medida elevou o limite de R$ 23 mil para R$ 39,3 mil por mês. Ao defender a medida, reitores das estaduais paulistas citaram a saída de professores como uma das consequências da disparidade salarial, ao lado de aposentadorias antes da idade obrigatória e do baixo número de interessados em concursos de algumas áreas. A reportagem conseguiu localizar informações sobre a situação atual de 42 dos 73 docentes que pediram demissão da USP nos últimos três anos. Cerca de metade deles (22) foi trabalhar, lecionar ou fazer pesquisa em instituições no exterior. Oito foram para universidades federais e cinco para instituições de ensino privadas, principalmente na economia (Fundação Getulio Vargas e Insper). Já entre os que pediram licença não remunerada, há os que foram fazer pesquisa ou lecionar no exterior e os que foram para outras instituições de ensino, como é o caso do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), licenciado do departamento de ciência política da USP e atualmente no Insper. O afastamento não remunerado na USP é permitido por um prazo de até dois anos, prorrogável por mais três para atividades como pesquisa e ensino em outra instituição, mandatos eletivos e participação em eventos acadêmicos --nesse terceiro caso, porém, o profissional não costuma abrir mão do seu salário. O total de 143 docentes exonerados a pedido ou em licença não remunerada nos últimos três anos não chega a comprometer, de forma geral, o funcionamento de uma universidade com 5.626 educadores. Mas, em algumas áreas com mercado mais dinâmico, as saídas interrompem projetos acadêmicos e sobrecarregam os profissionais que ficaram com atividades administrativas e orientações, até porque nem todos os cargos vagos são repostos. O ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação) da USP, em São Carlos, é uma das unidades que mais perdeu profissionais na USP nos últimos anos. Em julho de 2015 (dado mais antigo disponível), o instituto tinha 141 professores. Atualmente, são 126. O vice-diretor André Ponce de Leon Carvalho explica que, desde aquele ano, sete docentes efetivos pediram exoneração, nove temporários solicitaram rescisão e 16 outros educadores se aposentaram antes da idade obrigatória no serviço público (75 anos). O êxodo, afirma ele, deve-se principalmente ao mercado internacional aquecido nas áreas de ciência de dados e inteligência artificial. Em regra, quem pede para sair é porque recebeu convite para sair do país, seja para migrar para uma instituição acadêmica ou uma empresa. Segundo Carvalho, além do salário, pesa na decisão do professor nessa situação a redução de verbas para a ciência no país e o fato de as universidades estrangeiras, em geral, permitirem que o docente dê muito menos aulas e possa se dedicar mais à pesquisa. A consequência da evasão, relata o vice-diretor, é a sobrecarga dos que ficam e a interrupção de diversas pesquisas em andamento. "O Brasil está perdendo a onda em inteligência artificial porque não tem gente suficiente", diz. A área de medicina é outra entre as mais atingidas pelas saídas voluntárias de docentes. "Nos últimos três anos temos perdido muitos professores para universidades federais e particulares e para hospitais privados de grande nome porque os salários da USP não estão atrativos frente ao mercado externo", afirma Margaret de Castro, diretora da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. Ela diz acreditar que a decisão de Toffoli pode tornar o trabalho nas instituições estaduais mais atrativo. O campo da economia é outro atingido pela perda de professores. Em 2017, a Folha de S.Paulo mostrou que o departamento perdeu um terço do seu corpo docente em dois anos devido a aposentadorias e pedidos de exoneração. O salário, porém, não é o único motivo que leva um professor a sair da USP, nem mesmo o principal. Após duas décadas como docente da USP, a bióloga Sabine Eggers conta que fatores internos e externos à universidade a levaram a pedir demissão da universidade neste ano. A insatisfação se devia principalmente à falta de infraestrutura e apoio institucional: problemas com internet, água e luz algumas vezes por mês e ausência de apoio técnico. Por outro lado, diz, ela também não andava feliz com os rumos da educação no Brasil e com a instabilidade política e não tinha esperança de que algo fosse mudar a curto e médio prazo. O trânsito e a violência em São Paulo também a incomodavam. Sabine conta que decidiu prestar um concurso no Museu de História Natural de Viena e passou em primeiro lugar. Gostaria de ter ficado como professora da USP com cursos de verão intensivos e orientação de alunos, mas não lhe foi permitido. A saída foi pedir a exoneração. Outro professor que pediu demissão, da área de engenharia, diz que tomou a decisão de ir para uma universidade federal de outro estado por razão familiar, mas cita a pressão por resultados no estágio inicial da carreira na USP como um fator que tem levado colegas à depressão, o que pode contribuiu para a insatisfação com o trabalho. "O período de estágio probatório é agressivo, principalmente na USP, porque você tem que produzir, aprender a preparar aula e fazer parte dos conselhos da universidade para ganhar pontos para a progressão na carreira. Você trabalha mais de oito horas por dia, escreve artigo no fim de semana e é comum o parecerista do relatório de estágio probatório reclamar da sua produção", diz ele, que pediu para não ser identificado. "Sem dúvida nenhuma, tem-se um orgulho em ser professor da USP. Mas isso só vale do portão para fora, ou seja, para a sociedade. Dentro, você é apenas mais um", conclui. Procurada, a USP não respondeu se tem um diagnóstico sobre o motivo do aumento da saída de professores. Por escrito, o reitor Vahan Agopyan afirmou acreditar que a decisão do STF vai ajudar a amenizar o problema. "O fato de mantermos um teto muito baixo era extremamente desmotivante para professores mais antigos e significava uma frustração para os jovens, que acabavam optando por seguir carreira em lugares onde não há esse tipo de limitação, inclusive em outros países", disse.

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A solicitação do MPF foi motivada por reportagens da Folha de S.Paulo, publicadas desde o último dia 15, que mostraram que Wajngarten é sócio majoritário de uma empresa que recebe dinheiro de emissoras de TV (entre elas Record e Band) e de agências de publicidade contratadas pela própria Secom, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro.  Na gestão de Wajngarten, essas empresas passaram a receber fatias maiores da verba publicitária da Secom.  O despacho requerendo a investigação da PF foi assinado nesta segunda-feira (27) pelo procurador Frederick Lustosa, da Procuradoria da República no Distrito Federal, após o órgão receber representações de diversos cidadãos, baseadas nas notícias. O caso correrá em sigilo. A nova frente de apuração é a primeira de caráter criminal a ser aberta. Procurado nesta segunda-feira, Wajngarten não se manifestou. Ele tem negado irregularidades. Wajngarten, que não tem foro especial no Supremo Tribunal Federal, também é alvo de processo administrativo no TCU (Tribunal de Contas da União) por suposto direcionamento político de verbas de propaganda para TVs consideradas próximas do governo, principalmente Record, SBT e Band. Isso afrontaria princípios constitucionais, entre eles o da impessoalidade na administração pública. Quando constata irregularidades, a corte aplica ao gestor sanções como multas e afastamento de cargos públicos. Também pode impor o ressarcimento de eventuais prejuízos à União.  A Comissão de Ética Pública da Presidência, por sua vez, avaliará a atuação dele por possível conflito de interesses público e privado.  A legislação que trata do tema proíbe integrantes da cúpula do governo de manter negócios com pessoas físicas ou jurídicas que possam ser afetadas por suas decisões. Entre as penalidades previstas está a demissão do agente público. A prática também pode configurar ato de improbidade administrativa, se demonstrado o benefício indevido.  A comissão enviou um ofício ao chefe da Secom para que ele se pronuncie sobre o caso. O documento foi assinado na última quarta-feira (22) e concede um prazo de dez dias, contado a partir da intimação, para a resposta.  Com esse período de defesa prévio, a decisão da comissão sobre abertura de inquérito contra Wajngarten por conflito de interesses não deve ser tomada na reunião desta terça-feira (28), ficando para 19 de fevereiro. O ofício é de autoria do conselheiro Gustavo do Vale Rocha, relator de três das quatro denúncias apresentadas contra o chefe da Secom. Elas partiram de PT, PSOL e PC do B. A quarta tem como relator o presidente da comissão federal, Paulo Henrique dos Santos Lucon, que também deve respeitar o prazo de resposta de Wajngarten. A reportagem apurou que, atualmente, a maioria dos integrantes da comissão avalia que o secretário incorreu em conflito de interesses.  Em caráter reservado, eles identificam indícios de irregularidade, o que justificaria a aplicação de uma penalidade ética.  Caso ele seja considerado responsável, são previstas punições como advertência pública, censura ética ou, em casos mais graves, recomendar ao presidente a exoneração do servidor. Cabe ao presidente seguir ou não a sugestão. Questionado em mais de uma oportunidade sobre o caso, Bolsonaro reagiu com irritação e chegou a mandar uma repórter da Folha de S.Paulo calar a boca. O presidente tem resistido a pressões para exonerar o secretário. "Se foi ilegal, a gente vê lá na frente", afirmou em 16 de janeiro, um dia após a publicação da primeira reportagem. Como noticiou a Folha de S.Paulo, Wajngarten assumiu o comando da pasta em abril de 2019 e, desde então, se mantém como principal sócio da FW Comunicação, que fornece estudos de mídia para TVs e agências, incluindo mapas de anunciantes do mercado. Também faz o chamado checking, ou seja, averiguar se peças publicitárias contratadas foram veiculadas. Record e Band são clientes da empresa; o SBT a contratou até o primeiro semestre do ano passado. Na gestão do secretário, as três emissoras passaram a ter percentuais maiores da verba publicitária para TVs, enquanto a Globo -líder de audiência e tratada como adversária pelo governo Bolsonaro- viu suas receitas despencarem a um patamar mais baixo que o das concorrentes. A FW também recebe de três agências responsáveis pela publicidade da Caixa Econômica, a título de fazer a checagem da veiculação de anúncios. As três têm contratos com vários órgãos do governo.  A Artplan é uma das três contratadas da própria Secom e, após Wajngarten assumir o cargo, passou a ser a líder em recursos da pasta.  O secretário se cercou, no governo, de auxiliares ligados à sua própria empresa ou com vínculos no mercado privado de publicidade.  Escalou para a função de secretário-adjunto, número dois na hierarquia da Secom, o empresário Samy Liberman, irmão do administrador da FW, Fabio Liberman.  Wajngarten sustenta que não há conflito de interesses em sua atuação. Argumenta que os contratos de FW com as fornecedoras do governo são antigos.  Afirma ainda que está de acordo com a lei que prevê o regime jurídico dos servidores públicos, pois passou a administração de sua empresa a Liberman antes de assumir o cargo na Secom. O secretário se diz vítima da perseguição de grupos de mídia monopolistas, os quais não nomeia, e acusa a Folha de S.Paulo de fazer mau jornalismo. Questionado pela reportagem em mais de uma oportunidade, o secretário não apresentou a lista completa dos clientes de sua empresa, bem como os valores que recebe de cada um.

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