Checamos: Bolsonaro distorce dados e minimiza vacinas em live

·2 min de leitura
  • Jair Bolsonaro distorceu dados e minimizou vacinas durante transmissão semanal

  • Presidente repetiu boato que circulou nos Estados Unidos

  • Na declaração, o mandatário distorceu dado do CDC, órgão de saúde norte-americano

Durante live semanal, transmitida no YouTube na última quinta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro (PL), reproduziu uma alegação distorcida sobre números de pessoas que morreram nos Estados Unidos em decorrência do novo coronavírus. No entanto, o dado citado por Bolsonaro está distorcido.

“Aqui também da CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças] americana, 75% dos mortos por Covid tinham quatro comorbidades. Esses números estão sendo compilados também na Saúde aqui. Quando tivermos mais condições, a gente vai revelar para vocês o percentual de quantos morreram. Obviamente, o percentual das pessoas que tinham alguma comorbidade", disse Bolsonaro durante a transmissão semanal para os seus apoiadores.

No entanto, os números citado por Bolsonaro distorcem dados de um estudo do CDC, agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. De acordo com a publicação, as mortes pelo novo coronavírus entre os vacinados foram muito raras.

Jair Bolsonaro distorceu dados e minimizou vacinas durante transmissão semanal (Foto: YouTube/Reprodução)
Jair Bolsonaro distorceu dados e minimizou vacinas durante transmissão semanal (Foto: YouTube/Reprodução)

O levantamento diz que “todas as pessoas [imunizadas contra a Covid-19] com desdobramentos graves [decorrentes da infecção pelo novo coronavírus] tinham quatro ou mais fatores de risco e 77,8% dos que morreram tinham quatro ou mais fatores de risco”. A publicação diz ainda que somente 0,0033% de 1,2 milhão de vacinados entre dezembro de 2020 e outubro de 2021 morreram de covid, cerca de 4 mil pessoas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), das pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 e sintomáticas, cerca de 80% se recuperam da doença sem precisar de tratamento hospitalar. No entanto, aproximadamente 15% evoluem para as formas graves da doença e necessitam de oxigênio e 5% ficam gravemente doentes e precisam de cuidados intensivos.

“As complicações que levam à morte podem incluir insuficiência respiratória, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), sepse e choque séptico, tromboembolismo e/ou falência de múltiplos órgãos, incluindo lesão do coração, fígado ou rins”, informa o órgão.

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