Checamos: é falso que Bolsonaro vai reformular o Ministério da Educação

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  • Revista Veja não publicou reportagem afirmando que o presidente Jair Bolsonaro vai reformular o Ministério da Educação

  • Postagem viral traz manchete e informações falsas

  • Peça de desinformação circula nas redes sociais

Post que circula nas redes sociais traz uma suposta manchete da revista Veja, anunciando uma reformulação no Ministério da Educação promovida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O texto sobreposto à montagem diz que a que ocorreria a expulsão de “alunos que espancarem professores”; a seleção de professores “após rigoroso teste de qualificação” e o “fim da pornografia infantil de Haddad”. A afirmação é falsa.

Revista Veja não publicou reportagem afirmando que o presidente Jair Bolsonaro vai reformular o Ministério da Educação (Foto: Facebook/Reprodução)
Revista Veja não publicou reportagem afirmando que o presidente Jair Bolsonaro vai reformular o Ministério da Educação (Foto: Facebook/Reprodução)

Ao contrário do que a peça de desinformação alega, a revista Veja não publicou nenhuma reportagem dizendo que o governo Bolsonaro irá reformular o Ministério da Educação. A reportagem do Yahoo! Notícias fez uma busca pelo tema no site da revista e não encontrou reportagem sobre o tema e tampouco foi noticiado nas redes sociais do veículo qualquer menção à suposta mudança no Ministério.

Em 2022, todas as escolas do Brasil devem colocar em prática medidas aprovadas para o Novo Ensino Médio, medida aprovada na lei nº 13415, promulgada em 16 de fevereiro de 2017, durante a gestão de Michel Temer (MDB). Em nenhum momento do texto é mencionado que as medidas previstas incluem seleção de professores por testes de qualificação ou expulsão de alunos.

A peça de desinformação alega ainda o fim da “pornografia infantil” atribuída a Fernando Haddad (PT), ao ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação no Governo Lula. No entanto, não há qualquer fundamento para relacionar o petista à pornografia infantil.

O chamado “kit gay”, nome pejorativo usado por apoiadores do presidente Bolsonaro para se referir ao projeto “Escola Sem Homofobia”, produzido pelo Ministério da Educação quando Haddad era ministro, circula nas redes sociais. Encomendado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados ao Ministério da Educação (MEC) o projeto fazia parte do programa Brasil Sem Homofobia. Criado em 2004, o programa foi elaborado para combater o preconceito e a violência contra a população LGBTQIA+. O material - composto por um caderno com orientações para professores, boletins e vídeos - foi desenvolvido exclusivamente para a formação de educadores, e não tinha previsão de distribuição para alunos. O projeto foi vetado pela presidente Dilma Rousseff (PT) em 2011.

Em diversos momentos, Bolsonaro já se referiu ao “kit” e exibiu o livro Aparelho Sexual e Cia dando a entender que a obra fazia parte do projeto Escola Sem Homofobia. Editado pela Companhia das Letras, a publicação é indicada para adolescentes e de forma pedagógica informa sobre sexualidade. O livro nunca foi adotado pelo Ministério da Educação (MEC) e, em 2016, a pasta já havia negado por meio de nota que tivesse adquirido exemplares desse título.

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