Checamos: é falso que CEO da BioNTech não tomou imunizante contra a Covid

·1 min de leitura
  • Vídeo antigo de entrevista circula fora de contexto em canais antivacina

  • Declaração de Ugur Sahin, CEO da BioNTech, foi feita antes do início da campanha de imunização contra o novo coronavírus

  • Yahoo! Notícias já desmentiu outras peças de desinformação envolvendo o nome de representantes de empresas farmacêuticas que desenvolveram a vacina contra a Covid-19. Mensagens são compartilhadas para desencorajar a imunização da população

Circula nas redes sociais um vídeo em que Ugur Sahin, CEO da BioNTech — empresa de biotecnologia que desenvolveu a vacina de RNA mensageiro Comirnaty contra a Covid-19, em parceria com a Pfizer — diz não ter sido imunizado.

No entanto, a gravação não é recente. Uma busca reversa pela gravação mostra que durante uma entrevista realizada em 22 de dezembro de 2020, Sahin discorre sobre a aprovação da fórmula desenvolvida com a farmacêutica norte-americana Pfizer, a Comirnaty, para uso na União Europeia e também sobre a produção e distribuição das doses para vários países. Até aquele momento, no entanto, a vacinação na Alemanha não tinha começado. As primeiras doses do imunizante começaram a ser distribuídas à população alemã no dia 26 de dezembro, quatro dias depois da filmagem. Sahin foi imunizado pouco mais de um mês depois da entrevista, no final de janeiro de 2021.

Entrevista é antiga e circula fora de contexto em canais antivacina (Foto: Telegram/Reprodução)
Entrevista é antiga e circula fora de contexto em canais antivacina (Foto: Telegram/Reprodução)

O Yahoo! Notícias já verificou outras peças de desinformação cujo objetivo é desacreditar a população sobre a eficácia dos imunizantes desenvolvidos para combater a Covid-19. Em sua maioria, os conteúdos enganosos citam os nomes de representantes das indústrias farmacêuticas que produziram a vacina contra o novo coronavírus.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil o órgão analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, a Anvisa também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

A peça de desinformação também circula em inglês e foi desmentida pelo USA Today.

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