Checamos: é falso que CEO da Pfizer foi preso por fraude na vacina

·2 min de leitura
  • Texto falso circula pelas redes sociais

  • CEO da Pfizer não foi preso. Desinformação tem origem em site conservador canadense

  • Versões em inglês do conteúdo falso foi desmentido por sites americanos

Textos compartilhados nas redes sociais alegam que o CEO da Pfizer, Albert Bourla, teria sido preso no dia 5 de novembro por fraude na divulgação de dados sobre a vacina contra o novo coronavírus. A afirmação é falsa.

“Albert Bourla enfrenta acusações de fraude por seu papel em enganar os clientes sobre a eficácia da ‘vacina’ COVID-19”, diz a peça de desinformação que compartilha o print de um post do Conservative Beaver, site conservador canadense.

Desinformação compartilhada nas redes sociais tem origem em site conservador canadense (Foto: Facebook/Reprodução)
Desinformação compartilhada nas redes sociais tem origem em site conservador canadense (Foto: Facebook/Reprodução)

Na mesma data em que os posts enganosos afirmam que o CEO da Pfizer teria sido preso, Bourla publicou em sua página no Twitter um texto comemorando os resultados de um novo medicamento antiviral desenvolvido pela farmacêutica contra a Covid-19. A reportagem do Yahoo! Notíciasverificou informações falsas que circularam pelas redes sociais sobre o novo imunizante.

Além disso, ao contrário do que o texto afirma, o nome de Bourla não aparece na lista de pessoas presas da agência federal dos Estados Unidos responsável pela custódia de pessoas presas no país.

Imunização

Grupos antivacina compartilham mensagens nas redes sociais desencorajando a imunização contra a Covid-19 e espalham boatos questionando a segurança das vacinas. O Yahoo! Notíciasdesmentiu essa peça de desinformação.

Em junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a autorizar a aplicação do imunizante para pessoas com 12 anos de idade ou mais. Na nota, a Anvisa diz que a aprovação do uso da vacina em adolescentes foi feita “após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo'. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela Anvisa.”

A Anvisa é responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil o órgão analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, a Anvisa também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

Versões em inglês da peça de desinformação foram desmentidas pela Reuters e USA Today.

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