Checamos: é falso que esposa do CEO da Pfizer morreu por complicações da vacina

·2 min de leitura
  • Myriam Bourla não faleceu. Desinformação circula em vários idiomas

  • Mensagem falsa tem sido compartilhada em grupos antivacina no Telegram

  • Desinformação tem origem em um post com informação falsa de um blog conservador do Canadá

Circula nas redes sociais uma mensagem afirmando que Myriam Bourla, esposa do CEO da Pfizer, Albert Bourla, teria falecido por complicações da vacina da Pfizer contra a Covid-19 logo após receber o imunizante. A mensagem é falsa.

Desinformação tem sido compartilhada em grupos antivacina (Foto: Telegram/Reprodução)
Desinformação tem sido compartilhada em grupos antivacina (Foto: Telegram/Reprodução)

A mensagem falsa diz que ela morreu no dia 10 após ser levada ao pronto-socorro do Hospital Presbiteriano Lawrence, de Nova Iorque, e ser internada por paramédicos. “A causa da morte foi listada como complicações da Pfizer”, diz um trecho do texto compartilhado em aplicativos de mensagem instantânea. A mensagem traz ainda o lin kde uma publicação do Conservative Beaver, site conservador canadense.

O Yahoo! Notícias já verificou outra peça de desinformação cujo alvo foi o CEO da farmacêutica O conteúdo falso, que também compartilhava um post do site conservador canadense, afirmava que Albert Bourla, teria sido preso no dia 5 de novembro por fraude na divulgação de dados sobre a vacina contra a Covid-19.

A reportagem constatou que a mensagem falsa tem sido compartilhada em diversos idiomas. Recentemente, Myriam Bourla participou de um evento na mesma data em que o site canadense publicou a mensagem falsa. Na ocasião, o CEO da Pfizer publicou em sua conta no Twitter uma foto com a esposa em uma premiação de líderes do Atlantic Council.

O texto do site Conservative Beaver diz ainda que Myriam Bourla teria se recusado a tomar a vacina contra a Covid-19, mas não é verdade. Para embasar a narrativa falsa, o post usa como referência uma uma entrevista de fevereiro de 2021 ao Scarsdale 10583. Na ocasião, Myriam Bourla disse que não tomaria a vacina porque ainda não era a sua vez, e não porque não confiava no imunizante — como a peça de desinformação sugere.

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