Checamos: é falso que sobrinho de Lula foi preso em Mato Grosso com R$ 6 milhões

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  • Peça de desinformação circula desde 2015 nas redes sociais

  • Posts no Facebook e mensagens no WhatsApp compartilham a alegação enganosa

  • Não há parentesco entre o homem da foto e o ex-presidente

Voltou a circular nas redes sociais posts dizendo que o sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi preso na cidade de Canarana, no Mato Grosso (MT), com R$ 6 milhões. De acordo com o conteúdo enganoso compartilhado no Facebook e WhatsApp, a delegacia estaria cercada pela população que ameaçava invadir o local. Na publicação, está escrito que o homem detido disse ter parentesco com o petista. A informação é falsa.

Conteúdo enganoso circula desde 2015 nas redes sociais e foi resgatado por usuários no WhatsApp e Facebook (Foto: Facebook/Reprodução)
Conteúdo enganoso circula desde 2015 nas redes sociais e foi resgatado por usuários no WhatsApp e Facebook (Foto: Facebook/Reprodução)

A peça de desinformação faz alusão a um caso de 2015. Na ocasião, publicações enganosas relacionavam a prisão de um suspeito por tráfico internacional com o ex-presidente.

Em abril de 2015, a Polícia Civil de Canarana prendeu José Silvan de Mello, conhecido como “Abençoado”. Investigado por tráfico internacional de drogas, Melo carregava na carroceria de seu carro R$ 3,2 milhões - e não R$ 6 milhões, como descrito em algumas publicações. À época, a informação foi desmentida pelo Instituto Lula e não há nenhuma menção ao ex-presidente na nota publicada pela Polícia Civil mato-grossense sobre o caso.

A imagem do dinheiro apreendido durante a operação também aparece em uma das montagens das peças de desinformação analisadas pela reportagem. O registro foi publicado originalmente no site da Polícia Civil do Mato Grosso.

Foto do dinheiro apreendido na operação pela Polícia Civil de Mato Grosso aparece em outra montagem compartilhada de forma descontextualizada (Foto: Facebook/Reprodução)
Foto do dinheiro apreendido na operação pela Polícia Civil de Mato Grosso aparece em outra montagem compartilhada de forma descontextualizada (Foto: Facebook/Reprodução)

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Por meio de busca reversa, a reportagem do Yahoo! Notícias verificou que a imagem de homens sendo escoltados pela Polícia Federal, que acompanha o conteúdo enganoso, não tem a ver com o caso de Mato Grosso. O registro foi feito em abril de 2015 em Curitiba, no Paraná (PR), e mostra os ex-deputados Luiz Argôlo e André Vargas, detidos pela Operação Lava Jato, sendo escoltados por policiais militares na saída do Instituto Médico Legal (IML).

O conteúdo também foi verificado pelo Aos Fatos.

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