Checamos: estudo não mostra que máscaras causam problemas de saúde em crianças

·1 min de leitura
  • Desinformação circula nas redes sociais

  • Texto não foi analisado pela comunidade científica

  • Não há relação entre o uso de máscaras e problemas de saúde

Circula em aplicativos de mensagens instantâneas um texto alegando que crianças que usam máscaras contra a Covid-19 podem desenvolver problemas de saúde. A informação é falsa.

“Estudo Alemão Descobre Que Máscaras Prejudicam Crianças em Idade Escolar Física, Psicológica e Comportamental”, diz a mensagem que traz o link para o site Anonymous Incision. Contudo, o estudo indicado na mensagem foi publicado em formato pré-print, ou seja, não foi revisado por pares da comunidade científica para a validação de seus resultados. Por isso, não é possível chegar a tal conclusão. Além disso, a plataforma onde a pesquisa foi submetida apontou falhas na metodologia adotada pelos pesquisadores que assinaram o estudo.

Não há comprovação científica relacionando o uso da proteção com problemas de saúde (Foto: WhatsApp/Reprodução)
Não há comprovação científica relacionando o uso da proteção com problemas de saúde (Foto: WhatsApp/Reprodução)

Uma nota editorial foi inserida na plataforma Research Square, voltada a trabalhos em formato pré-print, e alerta: “este estudo não pode demonstrar uma relação causal entre o uso de máscara e os efeitos adversos relatados em crianças”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o uso de máscaras não seja obrigatório para crianças de até cinco anos em função da dificuldade de garantir que ocorra de modo correto. Já o Ministério da Saúde orienta a utilização da proteção a partir dos 2 anos de idade.

O artigo foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na live exibida no dia 25 de fevereiro deste ano. À época, a AFP verificou a peça de desinformação. Não é a primeira vez que o mandatário brasileiro utiliza textos sem comprovação científica para atacar medidas de isolamento social. Recentemente, Bolsonaro teve um vídeo com alegações falsas sobre a vacinação contra a Covid-19 excluído do YouTube. O Yahoo! Notícias verificou o conteúdo enganoso.

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