Checamos: homem perseguido por militares em foto não é Lula

·1 min de leitura
  • Rosto do petista foi inserido digitalmente em imagem

  • Registro foi feito em 1968 e mostra estudante de medicina sendo espancado durante passeata contra o regime militar

  • Peça de desinformação circula desde 2019

Circula nas redes sociais a imagem de um homem sendo perseguido por dois militares. Os posts alegam que o sujeito seria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contudo, o registro foi modificado digitalmente.

Publicações enganosas sugerem que jovem sendo perseguido por militares em imagem da década de 60 seria o ex-presidente Lula. Na verdade, registro mostra espancamento de estudante de medicina durante o regime militar (Foto: Facebook/Reprodução)
Publicações enganosas sugerem que jovem sendo perseguido por militares em imagem da década de 60 seria o ex-presidente Lula. Na verdade, registro mostra espancamento de estudante de medicina durante o regime militar (Foto: Facebook/Reprodução)

A reportagem do Yahoo! Notícias fez uma busca reversa pela imagem e constatou que o rosto do petista foi manipulado e inserido em uma imagem antiga. O registro foi feito originalmente pelo fotógrafo Evandro Teixeira em junho de 1968, no Rio de Janeiro. A foto icônica registrou o momento em que um estudante de medicina era espancado durante protesto contra a ditadura militar.

Registro original feito pelo fotógrafo Evandro Teixeira pode ser encontrado no site Memorial da Democracia (Foto: Memorial da Democracia)
Registro original feito pelo fotógrafo Evandro Teixeira pode ser encontrado no site Memorial da Democracia (Foto: Memorial da Democracia)

A foto foi publicada em 22 de junho de 1968 no Jornal do Brasil e o episódio marcado pela violenta repressão policial ficou conhecido como a “Sexta-feira sangrenta”. Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, Texeira relatou: "o rapaz levou uma bordoada tão violenta que se desequilibrou e caiu, batendo a cabeça no meio-fio".

Não é a primeira vez que a foto com o rosto do ex-presidente inserida digitalmente é compartilhada nas redes sociais. Em 2019, a Agência Lupa já havia desmentido a peça de desinformação.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos