Checamos: morte de criança em João Pessoa não tem relação com a vacina

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  • Morte de criança em João Pessoa não tem relação com a vacina contra Covid-19

  • Secretaria de Saúde do estado acompanhou o caso e descartou hipótese compartilhada nas redes sociais

  • Morte do garoto não tem relação com imunizante da Pfizer

Posts compartilhados nas redes sociais afirmam que a morte de um adolescente de 15 anos, em João Pessoa, foi causada pela vacina da Pfizer contra o novo coronavírus. A afirmação é falsa.

“Criança em João Pessoa morre após tomar vacina Pfizer”, afirma uma versão da peça de desinformação replicada nas redes sociais.

Em nota ao UOL Confere, o Ministério da Saúde afirmou que o falecimento da criança não tem relação com o imunizante da Pfizer. “O Ministério da Saúde informa que a investigação sobre esse caso, realizada pela Secretaria da Saúde da Paraíba com acompanhamento do ministério, foi encerrada com a conclusão de que óbito não teve causalidade relacionada com as vacinas Covid-19”, escreveu.

Morte de criança em João Pessoa não tem relação com a vacina contra Covid-19 (Foto: Facebook/Reprodução)
Morte de criança em João Pessoa não tem relação com a vacina contra Covid-19 (Foto: Facebook/Reprodução)

O boato começou a circular em meio ao noticiário sobre a imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 no Brasil. Em 16 de dezembro de 2021, A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina da Pfizer contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos no Brasil. Até então, o imunizante poderia ser administrado em jovens a partir dos 12 anos

Em 11 de junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina para pessoas a partir de 12 anos: “A Anvisa autorizou a indicação da vacina Comirnaty, da Pfizer, para crianças com 12 anos de idade ou mais. Com isso, a bula da vacina passará a indicar esta nova faixa etária para o Brasil”.

Na nota, a Anvisa diz que a aprovação do uso da vacina em adolescentes foi feita “após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela Anvisa.”

A partir de então, a bula da vacina da Pfizer passou a indicar esta faixa etária. Anteriormente, ela só era aplicada em pessoas com mais de 16 anos. Até o momento, o imunizante da Pfizer é o único que pode ser aplicado em menores de idade no Brasil.

A Anvisa é o órgão sanitário responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil a Anvisa analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, o órgão também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

Em 29 de outubro deste ano, a agência federal do departamento de saúde dos Estados Unidos, FDA (Food and Drug Administration, em inglês), aprovou o uso do imunizante da Pfizer para crianças entre 5 e 11 anos. “A autorização foi baseada na avaliação completa e transparente do FDA dos dados que incluíram contribuições de especialistas de comitês consultivos independentes que votaram esmagadoramente a favor de tornar a vacina disponível para crianças nessa faixa etária”, diz o comunicado.

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