Checamos: Pfizer não adicionou trometamina na vacina anti-covid para tratar ataques cardíacos

·2 min de leitura
  • Pfizer não adicionou trometamina na vacina anti-covid para tratar ataques cardíacos

  • Substância presente no imunizante é usada para controlar o PH da vacina e aumentar o prazo de validade

  • Peça de desinformação tem sido compartilhada nas redes sociais

Vídeo compartilhado nas redes sociais afirma que a Pfizer adicionou secretamente trometamina às vacinas contra a Covid-19 para crianças. A informação é falsa.

"Pfizer secretamente adicionou droga para tratamento de ataque no coração nas vacinas de Covid-19 das crianças... Mas, por que? Eles dizem que ao invés de usar uma solução salina como tampão, que basicamente é colocada em praticamente quase toda vacina, eles estão usando como tampão, mas ela não é listada como tampão. Ela é muito perigosa e muito forte afinador do sangue", diz a descrição do registrado replicado nas redes sociais.

Peça de desinformação compartilhada nas redes sociais distorce sobre o uso da trometamina nas vacinas anti-covid. Substância presente no imunizante é usada para controlar o PH da vacina e aumentar o prazo de validade (Foto: Twitter/Reprodução)
Peça de desinformação compartilhada nas redes sociais distorce sobre o uso da trometamina nas vacinas anti-covid. Substância presente no imunizante é usada para controlar o PH da vacina e aumentar o prazo de validade (Foto: Twitter/Reprodução)

No entanto, é falso afirmar que a trometamina foi secretamente adicionada aos imunizantes produzidos pela farmacêutica. De fato, a substância está presente na composição da vacina da Pfizer. Porém, ao contrário do que a peça de desinformação sugere, a informação é pública e está disponível na bula do produto.

Na verdade, a trometamina é utilizada para controlar o PH da vacina e aumentar o prazo de validade dos imunizantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a adição da substância nas vacinas. Em nota técnica, o órgão explica que “a trometamima, além do uso para tratamento de acidose metabólica, também é utilizado como um excipiente estabilizante, chamado de tampão, já utilizado amplamente em vacinas (Ebola, dengue e catapora), incluindo a vacina da Moderna e em outros medicamentos e cosméticos . O uso desse excipiente buscou aprimorar a estabilidade da vacina Comirnaty, considerando que esta requer a manutenção em temperaturas ultrabaixas, possibilitando ampliar a validade do produto em refrigeradores.”

A Anvisa é o órgão sanitário responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil a Anvisa analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, o órgão também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

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