Checamos: Pfizer não comprou fábrica de desfibriladores na Bahia

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Checamos: Pfizer não comprou fábrica de desfibriladores na Bahia
  • Peça de desinformação simula layout de site

  • Montagem circula nas redes sociais

  • Farmacêutica diz que a informação não procede

Montagem que circula nas redes sociais afirma que a Pfizer teria comprado uma fábrica de desfibriladores no interior da Bahia. A informação é falsa.

"Pfizer compra fábrica desfibriladores no interior da Bahia. Com crescente avanço de causas de infarto causados pelo aquecimento global, empresa vê oportunidade para lançar aparelhos a preço de custo”, diz o texto sobreposto à montagem compartilhada nas redes sociais.

A montagem simula ainda o layout do site G1, que também desmentiu a peça de desinformação. Além disso, a mensagem tem as características de um boato: erros de ortografia e não apresenta pesquisas científicas ou dados que confirmem o que a mensagem afirma, induzindo o leitor ao erro.

Origem da desinformação

O boato começou a circular em meio ao noticiário sobre a imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 no Brasil.

Em 11 de junho, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina para pessoas a partir de 12 anos: “A Anvisa autorizou a indicação da vacina Comirnaty, da Pfizer, para crianças com 12 anos de idade ou mais. Com isso, a bula da vacina passará a indicar esta nova faixa etária para o Brasil”.

Na nota, a Anvisa diz que a aprovação do uso da vacina em adolescentes foi feita “após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela Anvisa.”

A partir de então, a bula da vacina da Pfizer passou a indicar esta faixa etária. Anteriormente, ela só era aplicada em pessoas com mais de 16 anos. Até o momento, o imunizante da Pfizer é o único que pode ser aplicado em menores de idade no Brasil.

A Anvisa é o órgão sanitário responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil a Anvisa analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, o órgão também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

Em 29 de outubro deste ano, a agência federal do departamento de saúde dos Estados Unidos, FDA (Food and Drug Administration, em inglês), aprovou o uso do imunizante da Pfizer para crianças entre 11 e 5 anos. “A autorização foi baseada na avaliação completa e transparente do FDA dos dados que incluíram contribuições de especialistas de comitês consultivos independentes que votaram esmagadoramente a favor de tornar a vacina disponível para crianças nessa faixa etária”, diz o comunicado.

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