Checamos: post viral faz alegações falsas sobre vacinação e ignora evidências científicas

·1 min de leitura
  • Publicação faz afirmações infundadas sobre imunização contra a Covid-19

  • Texto ignora evidências científicas

  • Vacinas aprovadas pela Anvisa são seguras e eficazes contra doenças

Circula em grupos do Telegram uma mensagem com afirmações falsas sobre a vacinação contra o novo coronavírus e pesquisas sobre Aids, câncer e Influenza. Além disso, a peça de desinformação alega que não existem vacinas contra a gripe, o que não é verdade.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil o órgão analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, a Anvisa também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

Mensagem com informação falsa é compartilhada no Telegram em grupos antivacina (Foto: Telegram/Reprodução)
Mensagem com informação falsa é compartilhada no Telegram em grupos antivacina (Foto: Telegram/Reprodução)

A publicação viral ignora uma série de evidências científicas e avanços tecnológicos ao tentar estabelecer uma correlação entre o tempo que um imunizante leva para ser produzido e distribuído para a população: “Após 40 anos de pesquisa, não há vacina contra Aids. Após 76 anos de pesquisa, não há vacina contra influenza. Após 100 anos de pesquisa, não há vacina contra o câncer. Mas depois de apenas 6 meses existe uma vacina contra um "vírus" que apareceu "de repente" e aqueles que questionam esta vacina são conspiradores sem cérebro”, diz a peça de desinformação.

O argumento sobre o tempo de produção de um imunizante é difundida por grupos antivacina para negar a eficácia do imunizante que são comprovadamente eficazes contra a Covid-19.

A vacina do novo coronavírus foi produzida em tempo recorde. Antes da pandemia, o imunizante contra a caxumba foi desenvolvido de forma mais rápida e levou quatro anos para ser liberado para uso em seres humanos.

O rápido desenvolvimento do imunizante contra a Covid-19 se deve à soma de esforços e investimentos dos governos e empresas para combater a pandemia.

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