Checamos: posts distorcem enquete para atacar pesquisa eleitoral

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  • Questionário é realizado por site e não possui rigor científico como as pesquisas de intenção de voto

  • Site que realiza o questionário ressalta que as enquetes “não possuem valor científico e não podem ser usadas como fonte de pesquisa"

  • Justiça Eleitoral estabelece uma série de normas para a realização de pesquisa de intenção de voto

Publicações que circulam nas redes sociais mostram uma enquete com resultado favorável ao presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral de 2022. A descrição da imagem ataca as pesquisas de intenção de voto realizadas por institutos de pesquisa. Contudo, não é correto fazer comparação entre enquete de site com pesquisas eleitorais.

O post ataca a credibilidade de pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2022 que mostram vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa Genial+Quaest, divulgada hoje (8), mostra que o petista lidera os cenários do 1º turno, se as eleições presidenciais fossem hoje.

Ao contrário das pesquisas conduzidas por institutos de pesquisa, a participação em enquetes é espontânea, sem definição de uma amostra de entrevistados e não possui uma definição de forma a refletir a composição do eleitorado. Por isso, um grupo pode ter uma representação exagerada em relação à proporção que ele de fato tem na sociedade, em uma enquete realizada pela internet.

Questionário é realizado por site e não possui rigor científico como as pesquisas de intenção de voto (Foto: Facebook/Reprodução)
Questionário é realizado por site e não possui rigor científico como as pesquisas de intenção de voto (Foto: Facebook/Reprodução)

O portal usado para fazer o questionário, é descrito em sua página como um site sobre política e eleições no Brasil, e ressalta que as enquetes “não possuem valor científico e não podem ser usadas como fonte de pesquisa. Estas enquetes retratam somente a participação do internauta que visita o site e, também, não temos como garantir que o sistema opere sem falhas e erros”, afirma.

Já as pesquisas eleitorais possuem rigor científico e usam métodos estatísticos para selecionar um grupo de pessoas proporcional à população brasileira, de forma que a opinião dos diferentes segmentos da sociedade esteja representada nos resultados preliminares.

A Justiça Eleitoral prevê uma série de requisitos para um instituto realizar uma pesquisa de intenção de voto:

I - Contratante da pesquisa e seu número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ);

- Valor e origem dos recursos despendidos na pesquisa, ainda que realizada com recursos próprios;

- Metodologia e período de realização da pesquisa;

- Plano amostral e ponderação quanto a gênero, idade, grau de instrução, nível econômico do entrevistado e área física de realização do trabalho a ser executado, bem como nível de confiança e margem de erro, com a indicação da fonte pública dos dados utilizados;

- Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo;

- Questionário completo aplicado ou a ser aplicado;

- Quem pagou pela realização do trabalho com o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ;

- Cópia da respectiva nota fiscal.

A reportagem do Yahoo! Notíciasverificou conteúdo enganoso semelhante.

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