Checamos: posts enganam ao afirmar que Bolsonaro poderia vetar o carnaval de 2022

·1 min de leitura
  • Publicação traz alegação enganosa sobre festa

  • Governo federal pode tomar medidas para restrições, mas não há proposta para restringir o carnaval no próximo ano

  • As ações de combate à Covid-19 não são restritas à União. Estados e municípios também podem tomar medidas para evitar a propagação do vírus

Publicações nas redes sociais afirmam que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderia vetar a realização do carnaval em 2022. Entretanto, o post é enganoso.

“Bolsonaro poderá vetar o carnaval em todo o país se a OMS [Organização Mundial da Saúde] ainda estiver em estado de pandemia", diz uma parte do texto da montagem. Contudo, até o momento, o governo federal não demonstrou nenhuma intenção de restringir a festa no próximo ano.

Post com informação enganosa tem sido compartilhado nas redes sociais (Foto: Facebook/Reprodução)
Post com informação enganosa tem sido compartilhado nas redes sociais (Foto: Facebook/Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define os indicadores da doença no mundo. De acordo com o órgão, uma pandemia pode ser dividida em oito fases que são definidas para que governos e autoridades sanitárias adotem medidas para proteger a população. O novo coronavírus foi classificado como uma doença pandêmica pela OMS em 11 de março de 2020.

Quando verificamos as fases estabelecidas pela OMS, podemos observar que o Brasil ainda encontra-se em um momento pandêmico. Ou seja, para que o país volte à normalidade é necessário que a circulação do vírus transmissor da Covid-19 volte aos níveis observados em outras infecções sazonais, como a gripe, por exemplo.

As ações de combate ao coronavírus não são só de responsabilidade da União. Elas são compartilhadas por diferentes esferas da administração pública: governo federal, estados e municípios. Mesmo que houvesse alguma sinalização do governo Bolsonaro a respeito do cancelamento da festividade, ainda caberia recursos na Justiça para questionar a ação por parte dos outros entes federativos. Dessa forma, a publicação faz uma especulação enganosa ao não citar os caminhos que devem ser tomados para tomar tal decisão.

A peça de desinformação também foi verificada pelo Comprova.

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