Checamos: protesto no Cazaquistão não tem relação com vacinas contra a Covid-19

·2 min de leitura
  • Protesto no Cazaquistão não tem relação com vacinas contra a Covid-19

  • Registro de manifestação para criticar a alta do preço dos combustíveis no país circula fora de contexto nas redes sociais

  • Peça de desinformação circula em canais antivacina para desencorajar a imunização contra o novo coronavírus

Vídeo que circula nas redes sociais afirma que as manifestações recentes no Cazaquistão teriam sido motivadas por uma decisão do governo local de bloquear as contas bancárias de cidadãos que não se vacinaram contra a Covid-19. A afirmação é falsa.

“No Cazaquistão a população não aguenta mais a repressão do governo diante das restrições do COVID e estão agredindo os policiais”, escreveu um usuário ao compartilhar o registro nas redes sociais. Uma outra versão do vídeo, que circula em aplicativos de mensagem instantânea, o texto compartilhado diz “o que que tá acontecendo no Cazaquistão, né. A mídia daqui fala que por causa de aumento de gás, o gás subiu e a população se revoltou, mas é , na verdade, o que aconteceu lá foi o governo impôs você tem que ter o aplicativo de vacinação no seu telefone e só com ele ativado você pode retirar seu dinheiro do banco, acessar seu dinheiro no banco. A população lá simplesmente 24 horas botou fogo em todos os prédios do governo, prendeu todos os médicos que estavam fazendo parte da vacinação, queimaram todos os centros de vacinação”.

Protesto no Cazaquistão não tem relação com vacinas contra a Covid-19 (Foto: Twitter/Reprodução)
Protesto no Cazaquistão não tem relação com vacinas contra a Covid-19 (Foto: Twitter/Reprodução)

Na verdade, os protestos começaram em razão do aumento do preço do gás de cozinha no país. Uma busca reversa pelo vídeo compartilhado mostra que, de fato, o registro foi feito no Cazaquistão em janeiro de 2022. No entanto, as imagens não mostram uma manifestação impulsionada pela vacinação contra o novo coronavírus.

Os protestos no Cazaquistão começaram no dia 2 de janeiro, após o governo suspender o preço do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). De acordo com as reportagens publicadas, as manifestações começaram depois que autoridades da ex-república soviética revogaram limites de preços do gás GLP, usado por muitas pessoas como combustível para carros, e causando aumento nos preços aos consumidores. Os confrontos rapidamente se tornaram violentos: a polícia usou gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral contra uma multidão de milhares de pessoas em Almaty.

O presidente cazaque, Kassym-Jomart Tokayev, prometeu em sua conta no Twitter reduzir o preço do Gás liquefeito de Petróleo (GLP) para "garantir a estabilidade no país".

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