Checamos: Secretário de Incentivo à Cultura faz afirmação enganosa sobre vacinas

·2 min de leitura
  • Segurança e eficácia dos imunizantes contra a Covid-19 foram atestadas pelas principais agências reguladoras do mundo

  • Afirmação foi feita pelo Secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura no Twitter

  • Passaporte da vacina é adotado somente em algumas cidades do país e tem como objetivo reduzir a transmissão da Covid-19 em espaços grupos com aglomerações

Em sua conta no Twitter, o Secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, responsável pelo orçamento da Lei Rouanet, André Porciuncula, fez afirmações enganosas sobre os imunizantes contra a Covid-19. Ele disse que as vacinas contra o coronavírus não impedem a transmissão da doença. Além disso, na mesma publicação distorceu a realidade ao afirmar que os imunizantes ainda estão em fase experimental, o que não é verdade.

“A proibição do passaporte de vacinação nos projetos da Rouanet visa impedir uma odiosa segregação, sustentada na falsa premissa de que a vacina impede a contaminação e a transmissão. Quem almejar impor uma substância experimental tem que ser responsabilizado por eventual reação”, disse em post no Twitter.

Afirmação enganosa foi feita pelo Secretário em sua conta nas redes sociais (Foto: Twitter/Reprodução)
Afirmação enganosa foi feita pelo Secretário em sua conta nas redes sociais (Foto: Twitter/Reprodução)

Os laboratórios responsáveis pelo desenvolvimento das vacinas contra o novo coronavírus, são eles: Fiocruz, Instituto Butantan, Johnson & Johnson, Moderna, Oxford-AstraZeneca e Pfizer/BioNTech, realizaram testes em milhares de voluntários. Após esses procedimentos, foi atestado que as vacinas conseguem reduzir a transmissão e contaminação geradas pelo SARS-CoV-2.

Além disso, Porciuncula ainda afirma no post na rede social que o passaporte da vacina gera uma “odiosa segregação, sustentada na falsa premissa de que a vacina impede a contaminação e a transmissão”. Contudo, o documento somente é solicitado em algumas cidades do país e tem como objetivo garantir mais segurança em espaços públicos. A medida foi adotada em uma tentativa de reduzir a transmissão da Covid-19 diante dos avanços na flexibilização das atividades comerciais no país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil o órgão analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, a Anvisa também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

A reportagem do Yahoo! Notícias já verificou outras afirmações enganosas sobre os imunizantes, como o artigo de cientista brasileira tirado de contexto e desinformação que circulava em canais do Telegram.

O conteúdo também foi verificado pelo Comprova.

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