Checamos: segurança da vacina para crianças foi atestada por órgãos sanitários

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Posts questionando a eficácia da vacina contra a Covid-19 em crianças têm sido compartilhado por grupos antivacina. Para embasar a argumentação falsa, é apresentado o trecho de um documento da Pfizer onde está escrito que um pequeno número de participantes nos estudos para identificar risco potencial de miocardite associada ao imunizante na faixa etária. Contudo, as publicações omitem que as autoridades sanitárias consideram os benefícios da vacinação superiores aos possíveis riscos. O relatório em questão, também faz essa observação. Entretanto, a publicação não destacou esse trecho.

“Não caiam na conversinha de que a va x ina da P Fi Zer é segura para crianças só porque o FDA e o CDC aprovaram. Aqui está cópia do documento elaborado PELA PRÓPRIA EMPRESA em seu pedido de autorização de uso, onde escreve “o número de participantes no presente programa de desenvolvimento clínico é muito pequeno para detectar qualquer risco potencial de miocardite associada à vacinação”, diz um trecho do post que compartilha a afirmação enganosa.

Post questionando a eficácia da imunização contra a Covid-19 omite informações relevantes sobre o estudo do imunizante e tem sido compartilhado em grupos antivacina (Foto: Facebook/Reprodução)
Post questionando a eficácia da imunização contra a Covid-19 omite informações relevantes sobre o estudo do imunizante e tem sido compartilhado em grupos antivacina (Foto: Facebook/Reprodução)

O Yahoo! Notícias já verificou peças de desinformação compartilhadas por grupos antivacina desencorajando a imunização em crianças: post alegava que vacinas criariam seres humanos geneticamente modificados, alegação falsa sobre uso de crianças em experimentos, afirmação falsa feita pelo presidente Jair Boslonaro (sem partido) sobre vacinação em adolescentes durante live e informação falsa sobre recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a autorizar a aplicação do imunizante para pessoas com 12 anos de idade ou mais. Na nota, a Anvisa diz que a aprovação do uso da vacina em adolescentes foi feita “após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo'. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela Anvisa.”

A partir de então, a bula da vacina da Pfizer passou a indicar esta faixa etária. Anteriormente, ela só era aplicada em pessoas com mais de 16 anos. O imunizante da Pfizer é o único que pode ser aplicado em menores de idade no Brasil.

A Anvisa é responsável pela avaliação e aprovação de medicamentos no Brasil. Para um imunizante ser liberado no Brasil o órgão analisa como ele foi produzido, os estudos e embasamentos técnicos que concluíram pela segurança e eficácia do medicamento. Após a liberação do uso em seres humanos, a Anvisa também faz o monitoramento para possíveis eventos adversos.

O conteúdo também foi analisado pelo Comprova.

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