Checamos: Sergio Moro infla êxito da Lava Jato

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  • Ex-magistrado fez afirmação sobre a operação em entrevista à CNN Brasil

  • Ex-juiz foi considerado suspeito pelo STF na condução do processo do caso “triplex do Guarujá” envolvendo o ex-presidente Lula (PT)

  • Sergio Moro filiou-se ao Podemos e pretende disputar pleito eleitoral em 2022

Em entrevista concedida ao jornal da CNN Brasil, Sergio Moro (Podemos), ex-jurista e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, fez comentários sobre os resultados da Operação Lava Jato comandada por ele, entre março de 2014 e novembro de 2018. Durante este período Moro foi responsável por julgar em primeira instância os crimes identificados no esquema de corrupção que envolveu empresas e políticos.

“A Petrobras foi saqueada como nunca antes neste país e ninguém era punido. A Lava Jato veio e quebrou essa tradição”, declarou o ex-ministro.

Em entrevista, Sergio Moro fez comentários sobre a Operação Lava Jato conduzida por ele entre março de 2014 e novembro de 2018 (Foto: YouTube/Reprodução)
Em entrevista, Sergio Moro fez comentários sobre a Operação Lava Jato conduzida por ele entre março de 2014 e novembro de 2018 (Foto: YouTube/Reprodução)

Contudo, a afirmação do atual pré-candidato à Presidência em 2022 pelo Podemos é exagerada. É possível verificar que investigados pela Operação foram soltos depois de proferida a sentença. Além disso, algumas condenações foram modificadas ou anuladas. 

Em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato. Ainda este ano, a Segunda Turma do Tribunal declarou a suspeição do ex-juiz Sergio Moro na ação penal contra o ex-presidente Lula referente ao caso triplex no Guarujá (SP). O colegiado entendeu que Moro demonstrou parcialidade na condução do processo na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

Dos 174 condenados pela Operação Lava Jato, atualmente, apenas o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, continua detido. Cabral foi condenado a mais 10 anos de prisão por corrupção, em recebimento de propina, na ordem de 1%, conhecida como “taxa de oxigênio”, sobre contratos firmados entre empresas fornecedoras e empreiteiras e o governo do estado. O julgamento foi conduzido pelo juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal.

As declarações também foram verificadas pelo UOL Confere.

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