Checamos: tuíte enganoso sobre exigência de vacinação para empresas

·2 minuto de leitura
  • Post enganoso foi publicado no Twitter

  • Corporações citadas no tuíte exigem vacinação contra a Covid-19, exceto em alguns casos

  • OMS encoraja a imunização, mas faz ressalvas a respeito de sua obrigatoriedade

Em publicação no Twitter, que até o momento da publicação da reportagem tinha 3.925 curtidas e e 1.432 compartilhamentos, criticando o passaporte vacinal adotado por alguns estados no Brasil - como em São Paulo para clientes entrarem em eventos - , um médico afirma que a Casa Branca, CDC, FDA, OMS, Pfizer, Moderna e J&J não obrigam seus funcionários e se vacinarem contra a Covid-19. O conteúdo é enganoso

Conteúdo é enganoso: post afirma que empresas não exigem o comprovante vacinal e que o CEO da Pfizer teria dito que era
Conteúdo é enganoso: post afirma que empresas não exigem o comprovante vacinal e que o CEO da Pfizer teria dito que era "um sujeito saudável" e, por isso, não tomaria o imunizante (Foto: Twitter/Reprodução)

A Casa Branca e a Pfizer, citadas no tuíte, solicitam o comprovante de vacinação contra a Covid-19 de seus funcionários. Em comunicado à imprensa, publicado em 29 de julho, o presidente Joe Biden anunciou ações para conter o avanço da variante Delta, entre elas: solicitação de atestado de vacinação para funcionários federais Ou seja, quem trabalha nas agências federais, como a Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e Food and Drug Administration (FDA), citados na publicação, são obrigados a tomar o imunizante contra a doença. A nota diz também, que o governo norte-americano vai oferecer $ 100 dólares para os cidadãos norte-americanos que forem se vacinar.

Já a farmacêutica Pfizer, que desenvolveu o imunizante em parceria com a BioNTech, anunciou em agosto a exigência para que todos os funcionários da empresa nos Estados Unidos se vacinem contra a Covid-19.

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A Johnson & Johnson (J&J), confirmou ao Comprova que todos os funcionários da empresa serão obrigados a se vacinar até o dia 4 de outubro, exceto aqueles que apresentarem problemas de saúde ou por outros motivos, como religiosos.

Em nota, a Moderna afirmou que vai exigir o comprovante vacinal de todos os seus funcionários nos Estados Unidos a partir de 1º outubro.

Em abril de 2021, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um documento com considerações éticas e ressalvas a respeito da obrigatoriedade de vacinação.

Ainda no tuíte o autor diz que o CEO da Pfizer, Albert Bourla, teve a entrada em Israel negada por não estar imunizado. Na verdade, a visita do de Bourla ao país foi adiada porque ele e outros integrantes da equipe não estavam totalmente imunizados contra a Covid-19. Em 10 de março deste ano, Bourla publicou em sua conta no Twitter uma foto recebendo a segunda dose da vacina.

Peça de desinformação semelhante sobre a imunização do CEO da Pfizer e sua visita à Israel foi verificada pelo site USA Today.

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