Checamos: vídeo de protesto no Chile é de 2019, não contra eleição de Boric

·1 min de leitura
  • Apoiadores do presidente Bolsonaro compartilham conteúdo enganoso para fazer associação com as eleições de 2022

  • A gravação foi originalmente feita em outubro de 2019. Na ocasião, o país passava por uma onda de protestos

  • Registro não tem relação com a vitória de Gabriel Boric, presidente recém-eleito no Chile

Posts que circulam nas redes sociais mostram manifestantes seminuas sendo aplaudidas após realizarem uma performance em um monumento a céu aberto no Chile. As descrições das publicações sugerem que a performance teria sido feito em comemoração à eleição de Gabriel Boric, presidente recém-eleito no Chile. No entanto, é falso fazer tal associação.

Conteúdo enganoso para fazer associação com partidos de esquerda e ameaçar a lisura do sistema eleitoral brasileiro. Não há comprovação de fraude em quaisquer eleições brasileiras desde que o sistema de votação eletrônico foi implementado no Brasil em 1996 (Foto: Twitter/Reprodução)
Conteúdo enganoso para fazer associação com partidos de esquerda e ameaçar a lisura do sistema eleitoral brasileiro. Não há comprovação de fraude em quaisquer eleições brasileiras desde que o sistema de votação eletrônico foi implementado no Brasil em 1996 (Foto: Twitter/Reprodução)

“O Lula chileno ganhou no Chile. Isso é só uma comemoração da vitória da esquerda agora a pouco em Santiago. Que Deus proteja o chileno de bem. No Brasil, esperem as mesmas reações e comportamentos se as urnas forem roubadas em 2022”, escreveu um usuário no Twitter ao compartilhar a peça de desinformação.

Uma busca reversa pela imagem mostra que o vídeo é antigo e tampouco tem qualquer relação com a vitória do presidente recém eleito no país. A gravação foi feita durante o protesto de um coletivo de mulheres gravado em outubro de 2019, naquela ocasião, o país chileno estava tomado por uma onda de manifestações. O protesto foi realizado na Praça Baquedano, epicentro dos protestos daquele ano na capital chilena, e foi atribuído ao coletivo Yeguada Latinoamericana.

O conteúdo enganoso também foi desmentido pelo Aos Fatos.

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