Checamos: vídeo traz compilação de boatos sobre a Amazônia

·1 min de leitura
  • Registro com informações falsas circula desde 2019

  • Gravação mistura decisão judicial distorcida e foto de doação de madeira tirada de contexto

  • Post induz à falsa interpretação sobre o papel do Banco Central e transações bancárias

Posts compartilhados nas redes sociais por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam atribuir de forma enganosa o desmatamento da Amazônia e colocar em descrédito as críticas de países europeus sobre os problemas ambientais do bioma.

A gravação mistura informações verídicas com falsidades para confundir quem assiste o vídeo. Em uma parte do registro afirma-se que uma juíza de Rondônia teria anulado a venda de terras indígenas para irlandeses. Em outro trecho, é dito que Bolsonaro teria descoberto uma conta de R$ 600 bilhões no Banco Central.

Gravação mistura decisão judicial distorcida e foto de doação de madeira tirada de contexto (Foto: Facebook/Reprodução)
Gravação mistura decisão judicial distorcida e foto de doação de madeira tirada de contexto (Foto: Facebook/Reprodução)

O vídeo alega que uma juíza de Rondônia anulou a venda de 259 mil hectares entre indígenas e irlandeses. No entanto, a afirmação é falsa e circula há pelo menos dois anos. Na verdade, houve a suspensão de um contrato para a venda de créditos de carbono — e não de terras, como sugere o vídeo — firmado entre uma empresa irlandesa e uma associação indígena. A Justiça entendeu que os termos do contrato eram abusivos e ilegais.

Outra informação falsa compartilhada no vídeo é sobre o Banco Central (BC). De acordo com o registro, Bolsonaro teria descoberto “uma conta escondida” de

R$ 600 bilhões no Banco Central da qual ninguém sabia a finalidade e mandou transferir a quantia para o Tesouro Nacional. Contudo, a afirmação também é falsa porque o BC não é uma instituição financeira, como uma agência bancária para pessoas físicas e jurídicas, onde é permitida a abertura de contas com a finalidade de depositar dinheiro.

A peça de desinformação também foi verificada pelo Estadão.

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