Chefão da McLaren desabafa contra organizadores da F1

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Zak Brown mostrou insatisfação com as decisões tomadas em GPs nos últimos anos. Foto: Lars Baron/Getty Images
Zak Brown mostrou insatisfação com as decisões tomadas em GPs nos últimos anos. Foto: Lars Baron/Getty Images

Ao que parece o desfecho da temporada de 2021 só deixou a Red Bull e Max Verstappen felizes. Agora quem entrou no coro e se colocou contra as decisões dos organizadores da principal categoria do automobilismo foi Zak Brown, CEO da McLaren.

Em uma coluna postada no site da equipe britânica, o chefão mostrou claramente o desconforto com o que aconteceu principalmente em Abu Dhabi.

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O gerente não gostou nada da pressão excessiva que foi direcionada a Michael Mais, diretor de corrida da FIA, que tomou decisões que seguem dando o que falar já perto do início da temporada 2022.

Brown acredita que Stefano Domenicali, CEO da F1, e Mohammed Ben Sulayem, o novo presidente da FIA, precisam ser mais duros. Para ele, as equipes mais poderosas provam ter muita influência e isso tem que mudar.

“Está claro que algumas das regras e sua gestão não são aceitáveis ​​como as coisas estão. Ninguém está feliz com a falta de consistência na aplicação das regras, mas isso tem sido explorado pelas equipes para ganhar vantagem competitiva”, opinou.

Ao mesmo tempo que criticou os chefões da categoria, o inglês fez questão de ressaltar que muitas das regras foram pedidas pelas próprias equipes que agora contestam o que elas mesmas pediram.

“Não esqueçamos que nós, as equipes, contribuímos para essas inconsistências a aplicação do regulamento. São as equipes que pressionaram para evitar a todo o custo terminar as corridas com um carro de segurança. São as equipes que votaram a favor de muitas das regras que eles reclamaram. São eles que têm usado a transmissão televisiva de mensagens de rádio para o diretor de prova para tentar influenciar as sanções e os resultados, a ponto de um diretor de equipe exagerar e pressionar os comissários. Isso não foi benéfico para a F1. Às vezes parecia mais uma audição de pantomima do que o auge de um esporte global”, desabafou o CEO da McLaren.

Brown também aproveitou para mandar um recado ao novo mandatário da FIA, Mohammed Ben Sulayem, eleito recentemente como presidente da entidade.

“A eleição de Sulayem em dezembro passado como o novo presidente da FIA oferece a oportunidade de uma reforma coletiva da operação da F1. É lógico focar nos eventos em Abu Dhabi no final da temporada passada, que são objeto de uma investigação da FIA, mas isso foi um sintoma e não uma causa na minha opinião. Houve problemas sobre a clareza de quem faz as regras (a FIA ou as equipes) que se manifestaram nos últimos dois anos, às vezes de forma muito visível. Sinais de dificuldades organizacionais puderam ser vistos no Grande Prêmio da Austrália de 2020 e na Bélgica no ano passado, ambos marcados por uma aparente falta de preparação para os eventos que se desenrolam”, finalizou.

A temporada da Fórmula 1 começa no dia 20 de março com o GP do Bahrein e chega com grande expectativa já que os carros terão muitas mudanças em relação aos usados no ano passado.

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