Chefe da Comissão Europeia assegura que UE exportou 77 milhões de doses de vacinas

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou nesta quinta-feira (25) que a União Europeia (UE) exportou 77 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até agora, em meio à polêmica com o Reino Unido sobre o controle dessas remessas.

Durante uma participação na cúpula virtual dos líderes dos 27 países da UE, Von der Leyen exibiu gráficos para destacar o volume de envios de doses, que tiveram início em dezembro de 2020.

Von der Leyen observou que "além disso, como principal doador do programa Covax, contribuiu com exportações para países de baixa e média renda".

Ao mesmo tempo, mostrou que no próximo fim de semana os países da UE alcançariam a marca de 88 milhões de doses administradas, e que 18,2 milhões de pessoas já teriam recebido as duas doses da vacina.

Os gráficos de Von der Leyen também mostraram o início lento da vacinação na Europa, com apenas 100 milhões de doses fornecidas no primeiro trimestre por três fabricantes de vacinas: 66 milhões da BioNTech/Pfizer, 10 milhões da Moderna e apenas 30 milhões (das 120 milhões contratadas) da AstraZeneca.

As estimativas para o segundo trimestre indicam que 360 milhões de doses deverão ser administradas: 200 milhões da BioNTech/Pfizer, 35 milhões da Moderna, 70 milhões da AstraZeneca (das 180 milhões inicialmente prometidas) e 55 milhões da Johnson & Johnson.

A publicação destes números, apenas um dia depois de a UE ter reforçado o seu mecanismo de controle das exportações de vacinas produzidas em seu território, foi vista como uma mensagem direta ao Reino Unido.

Bruxelas se queixa amargamente que a UE permite a exportação de vacinas para o Reino Unido, embora não receba vacinas produzidas em solo britânico, uma suspeita que irrita visivelmente Londres.

Uma fonte europeia disse à AFP que 21 milhões de doses de vacinas foram exportadas para o Reino Unido.

A AstraZeneca é o foco da disputa entre Bruxelas e Londres.

A empresa anglo-sueca é o pilar da vacinação no Reino Unido e deveria ter sido um esteio na Europa também no primeiro trimestre, mas admitiu enormes problemas para a produção e distribuição.

Neste contexto, Bruxelas e Londres disputam ferozmente a prioridade na produção de uma fábrica da AstraZeneca na Holanda, que está prestes a ser autorizada a operar.

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