Chefe da diplomacia europeia Borrell defende viagem à Rússia

·1 minuto de leitura
Josep Borrell fala durante coletiva de imprensa após reunião com Ministros das Relações Exteriores da UE na sede da UE, em Bruxelas, em 25 de janeiro de 2021

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, defendeu sua controversa viagem à Rússia no sábado (6) e indicou que diplomatas europeus tiveram contato com advogados de Alexei Navalny, crítico do Kremlin.

“Os canais diplomáticos devem permanecer abertos, não apenas para neutralizar crises ou incidentes, mas para ter trocas diretas, enviar mensagens firmes e francas, agora que as relações estão longe de ser satisfatórias”, disse Borrell.

A União Europeia (UE) condenou veementemente a decisão de um tribunal russo esta semana de encarcerar o militante anticorrupção Nalvany, de 44 anos, a três anos de prisão. Essa condenação gerou protestos nas últimas semanas e a prisão de cerca de 10 mil manifestantes.

Além do ocorrido com Navalny, a visita de Borrell dividiu os países da UE, mas o ex-chanceler espanhol insistiu que o diálogo com a Rússia deve ser mantido apesar das más relações.

A estratégia de Borrell foi comprometida quando a Rússia expulsou diplomatas da Polônia, Alemanha e Suécia durante sua visita e horas depois de ele se encontrar com seu equivalente russo Sergei Lavrov.

A Rússia acusa diplomatas de participarem de "protestos ilegais" em 23 de janeiro em apoio a Navalny. Os países europeus negaram firmemente as acusações.

Borrell afirmou que vai discutir a viagem à Rússia com chanceleres dos 27 países membros da UE em 22 de fevereiro e que os líderes da UE vão discutir as relações com a Rússia em março.

arp/har/eg/jz/ic